Estudo

Antes e depois da morte

Referência: LUCAS 16.19-31
Há uma coisa notável acerca desta passagem das Escrituras: ela é fácil de entender. Podemos discordar dela, negar sua veracidade ou desprezar seus ensinamentos, mas só uma pessoa obtusa não a entenderia.
A verdade básica é que a vida é mais do que simplesmente viver, e a morte é mais do que simplesmente morrer. A morte não é o fim de todas as coisas.
Há muitas especulações sobre o que acontece depois da morte. Há um profundo mistério acerca da morte e milhões de pessoas buscam os terreiros de Umbanda, os médiuns para tentar falar com os mortos. Mas isto tudo é em vão.
Jesus nesse texto abre as cortinas e levanta a ponta do véu e nos mostra o que vem depois da morte: CÉU OU INFERNO.
“GEENA” = lugar final dos ímpios. Esta palavra INFERNO vem do vale dos filhos de Hinon. A princípio era um lugar belo. Acaz e Manassés queimaram crianças a Moloque ali. Era o vale da matança. Josias profanou este lugar de idolatria e transformou aquele lugar no escoadouro dos lixos da cidade – e ali o bicho roía dia e noite e o fogo era inextinguível.
Os homens não gostam da doutrina do inferno. É um lugar de tormento eterno. É um lugar de trevas. É um lugar de choro e ranger de dentes. É um lugar onde o fogo não se apaga. É um lugar onde o bicho não deixa de roer. É um lugar de lembranças das oportunidades perdidas. É o lugar de remorso acusador. É lugar de separação eterna de Deus.
O homem sempre quis apagar as chamas do inferno. Sempre quis anular essa doutrina. Tenta fazer isso de várias formas:
1. Negando que haja uma coisa chamada pecado = Se não há pecado, não há necessidade de castigo para ele, nem necessidade de um Salvador. Mas o pecado acontece 24 horas por dia: crimes, assaltos, mentira, suborno…
2. Achando que se existe um inferno, ele é aqui na terra mesmo. É o que estamos vivendo = Mas no inferno não vai ter igreja, não vai ter Bíblia, não vai ter música, louvor, alegria, vida, amor, arrependimento, flores, água, filhos de Deus.
3. Reencarnação – v. 31
4. Purgatório – v. 26
5. Sono da alma ou aniquilamento – v. 23
6. Deus é bom demais para punir alguém. Não precisamos nos preocupar com o além.
7. Andar tão ocupado que não tem tempo para pensar nas coisas eternas = aprisiona a alma nas grades das atividades.
TODAVIA, estas respostas e esses subterfúgios nem sempre aquietam a nossa voz interior. Nem a incredulidade nem o desprezo pode apagar as chamas do inferno. Elas permaneceram para sempre.
A ira de Deus contra o pecado deve ser satisfeita em algum lugar, algum dia, de alguma forma. Quem mais falou sobre inferno foi Jesus. O inferno é uma realidade ou Jesus é um embusteiro.
I. PRIMEIRO ATO: O LADO TERRESTRE DA VIDA – O QUE ACONTECE NESSE LADO DA MORTE
1. O HOMEM RICO = No primeiro ato, tudo na vida desta homem rico é só beleza. Vivia em uma mansão. Tinha servos e servas. O mobiliário de sua casa era luxuoso. Carruagens do último tipo. Vivia na opulência e no prazer. Vestia-se com púrpura. Banquetes, festas, música. Vivia para si mesmo. TODOS OS DIAS SE REGALAVA EXPLENDIDAMENTE. Era religioso, pois conhecia a Abraão e o chamava de Pai.
Não é o rico acusado de crimes horrendos. Não é tachado de caluniador, fraudulento, assassino, adúltero, ébrio ou imoral. Mas também, não tem tempo para Deus, não tem tempo para o necessitado à sua porta. Seu Deus é o dinheiro. Sua vida é narcisista. Vive para si mesmo. Seu negócio é o hedonismo. Seu problema não é a riqueza, mas a riqueza sem Deus. Tudo corria bem… até que um dia…
O homem rico ficou doente. A morte está constantemente procurando novas vítimas. Ela entrou rudemente pela porta de frente da casa do homem rico, com as botas sujas de lama fresca, enquanto este se encontrava assentado à sua farta mesa bebendo o doce vinho da vida. A morte arrancou o copo de seus dedos cheios de anéis e lhe falou abruptamente, enquanto o homem empalidecia: VOCÊ VAI MORRER HOJE – Ele morreu.
E que funeral! Todos os parentes estavam lá. Muitos amigos. As autoridades da cidade foram dar o último adeus ao ilustre cidadão. Políticos discursaram ao lado do caixão. Elogios foram tecidos ao morto. Havia flores por toda parte. A urna mortuária era toda enfeitada e cheia de riqueza. Foi um funeral cheio de pompa. A cerimônia religiosa foi pomposa. Agora todos dizem: DESCANSOU! Ah! Não se esqueça, esse é apenas um lado da história. Há mais, muito mais.
2. LÁZARO = Vamos agora nos voltar para o outro personagem do primeiro ato: O POBRE HOMEM LÁZARO (Lc 16.20,21). Não gostamos de ficar observando esta cena. Basta saber que um dia o mendigo também acabou morrendo. Os gélidos dedos da morte também arrancaram a sua vida. Ele não tinha amigos, nem cortejo, nem flores, nem hinos, nem cerimônia fúnebre, pois ninguém se importava com ele.
Não sabemos ao certo o que fizeram com o corpo do mendigo. Do que sabemos acerca dos cães do oriente, podemos até afirmar que eles foram os seus agentes funerários, o seu cortejo e a sua sepultura. Com um estremecimento de nojo nos afastamos dizendo: QUE TRAGÉDIA!
Mas aqui vimos apenas um lado da história também. Agora Jesus levanta a ponta do véu e mostra que a vida depois da morte é real. Mostra que a sepultura não é o seu ponto final.
II. SEGUNDO ATO: O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE
No primeiro ato o lado terrestre de suas vidas, um deles era extremamente rico e o outro extremamente pobre. Um sentava-se a uma mesa farta, o outro jazia junto à porta do rico mendigando uma migalha. Um é atraente pela sua riqueza, o outro é repulsivo pela sua extrema miséria. Um andava empavonado em linho finíssimo, o outro cheio de trapos. MAS HÁ DIFERENÇAS NOS HOMENS QUE NÃO APARECEM NAS ROUPAS, NAS CASAS, NAS OCUPAÇÕES.
Depois da morte, o contraste no destino destes dois homens continuou, mas a sua situação se inverteu.
1. LÁZARO = Quando a cortina foi levantada depois da morte do pobre, vemos anjos, cheios de alegria em servir, carregando Lázaro para o céu.
LÁZARO = “Deus é meu auxílio”. Embora desprezado pelos homens, embora considerado como escória, embora na sarjeta do esquecimento, embora prostrado cheio de chagas, com fome e desejando comer as migalhas que caem da mesa do rico, embora privado do convívio humano e assediado pelos cães – Ele confiava em Deus. O RICO TINHA TUDO, MENOS DEUS; LÁZARO NÃO TINHA NADA SENÃO DEUS.
No céu havia consolo, música, vestes brancas, coroas, harpas angelicais, delícias perpetuamente, a face de Jesus. NENHUM OLHO VIU… Oh! Quão cedo Lázaro se esqueceu dos seus andrajos, da fome, dos cães, das noites frias, e do homem rico que o deixou na miséria. Ele foi afinal confortado!
2. O HOMEM RICO = Aquele que viveu aqui sem Deus, depois da morte, abriu os olhos e estava no lar dos desesperados. O mendigo repousou no seio de Abraão. O rico não teve repouso nenhum, pois como é possível descansar no inferno?
Em Hebreus 9.27 lemos: “E assim como aos homens está ordenado…”. O julgamento não acontece nesta vida. Primeiro vem a morte, depois o juízo. Quando transgredimos as leis da natureza sofremos imediatamente = QUANDO COLOCAMOS A MÃO NO FOGO.
Mas as leis de Deus podem ser aparentemente transgredidas repetidas vezes sem nenhum castigo. O homem que blasfema não parece sofrer com isto. O homem que rouba parece ter motivos para se vangloriar que vive melhor do que o que não rouba. Aquele que vive na impureza pode achar que isso é que é vida. Mas as Escrituras não dizem que toda vez que pecamos Deus envia um anjo com vara de ferro para nos bater. A Bíblia diz que Deus marcou um dia em que vai julgar os homens (At 17.31) e eles não vão poder fugir de Deus nem subornar o tribunal de Deus. Naquele terrível dia do juízo, eles vão dar conta por cada palavra frívola que proferiram. Cada ação está registrada nos livros de Deus. Cada pensamento, cada intenção está registrado. Naquele dia os livros serão abertos. Será o dia do juízo. Ah! Dia do juízo!!!
O homem rico não despertou santo. A morte não é uma varinha mágica que algum anjo agita sobre os moribundos, transformando todo o pecado em justiça, varrendo toda maldade, apagando todo o passado e transformando o pecador em filho de Deus.
As pessoas gostam de crer que tudo vai bem e que todos estarão bem, tão logo morram. Mas o fato persistente é que as identidades não se alteram com a morte. Não foi outro homem que se despertou na eternidade. Foi o mesmo. E despertou para saber que…
a) O inferno é um lugar de tormento – v. 23
b) O inferno é um lugar de onde se vê o gozo do céu – v. 23b
c) O inferno é um lugar onde não há consolo – v. 24,25
d) O inferno é um lugar de onde não se pode sair – v. 26
e) O inferno é um lugar onde o pedido de socorro não é atendido – v. 27
f) O inferno é um lugar de lembranças amargas – v. 27,28
g) O inferno é um lugar de onde não se pode mais ajudar a família – v. 28-30.
Para este homem já era tarde demais para ajudar a sua família. O desejo estava ali, mas a oportunidade passara para sempre.
Observem que ele não ignorava o caminho da salvação. Ele sabia que seus 5 irmãos precisavam de alguém que lhes falasse acerca da salvação. Ele perdera a sua oportunidade e perdera a sua alma e a oportunidade de ajudar a sua família.
Talvez ele fosse covarde. Talvez tivesse medo do que a sua família pudesse pensar caso ele se voltasse para Deus. Mas agora já não tinha mais medo. Talvez por causa da sua posição de rico, ele tivesse considerado a crítica dos seus amigos como um preço alto demais para pagar se andasse nos caminhos do Senhor. Mas agora tudo havia acabado. Era tarde demais.
Não há poder que nos salve depois da morte. A grito TEM MISERICÓRDIA DE MIM obteve uma única resposta: FILHO LEMBRA-TE. O abismo fora fixado. Os limites estabelecidos. O destino determinado. O QUE É A ETERNIDADE?
CONCLUSÃO 
· Homem não tem de fazer nada para ir para o inferno. Com suas virtudes e predicados morais, ele é um pecador perdido. Mesmo sendo religioso e honrado cidadão ele está condenado, se não crer em Jesus. Não é preciso roubar, matar, adulterar. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.
· Para ir para o céu é preciso NASCER DE NOVO. CRER EM CRISTO COMO SENHOR E SALVADOR. (At 4.12; Jo 14.6; Jo 5.24)
Se você morrer agora, para onde vai a sua alma: para o céu ou para o inferno? Ilustração: O SONHO DE WESLEY: foi ao inferno e ao céu.
                                     Rev. Hernandes Dias Lopes.

Medo de decidir

Referência: JOÃO 18.28-19.1-16
INTRODUÇÃO
A vida é feita de decisões. Você é um ser livre. Você, paradoxalmente, porém, é um escravo da sua liberdade. Você não pode deixar de decidir. Você é como um homem num barco que desce rio a baixo prestes a cair num abismo.
Hoje, como Pilatos, você está diante de Jesus. Em relação a Ele você não pode ficar neutro, nem em cima do muro. Você precisa tomar uma decisão: até a indecisão é uma decisão, a decisão de não decidir. Você pode aceitar, rejeitar, adiar. Você só não pode é ficar neutro. Jesus disse: “Quem não é por mim é contra mim…”
O rei dos reis estava diante de Pilatos para ser julgado. E Pilatos o condenou. Pilatos o rejeitou. No último dia é Pilatos quem estará diante de Jesus para ser julgado. Naquele dia só uma coisa contará: “O que você fez de Cristo, aceitou-o ou rejeitou-o?”
Hoje quero falar para você sobre quatro coisas importantes: CONFRONTACÃO, INDECISÃO, REJEIÇÃO E ENGANO.
I. A CONFRONTAÇÃO
A) PILATOS É CONFRONTADO COM A REALEZA DE JESUS
O evangelista João diz que Jesus fez a Pilatos a seguinte declaração: “o meu reino não é deste mundo” Atemorizado Pilatos lhe perguntou: “Logo tu és rei.” Ao que Jesus respondeu: “Para isso eu nasci, para isso eu vim ao mundo, para dar testemunho da verdade, mas vós não me credes. Todos aqueles que são da verdade, ouvem a minha Palavra.”
O texto diz que Pilatos ficou atemorizado. Pilatos sentiu que estava diante de alguém que era maior do que Cesar.
Jesus é Rei. Quando Ele morreu, havia na cruz uma inscrição em hebraico, latim e grego: “ESTE JESUS É O REI DOS JUDEUS.” O Habraico = maior poder religioso da época. O Latim = maior poder político. O Grego = maior poder cultural. Todos os homens, de todos os níveis, de todas as camadas, de todos os tempos, de todas as sociedades do mundo precisam saber que Jesus Cristo é Rei.
Você hoje também está sendo confrontado com o Rei do Universo. Ele que altera as moléculas da água e as transforma em moléculas de vinho. Ele que pega os átomos e os multiplica transformando cinco pães e dois peixes em alimento para mais de cinco mil pessoas. Ele apazigua as ondas do mar. Ele vence a lei da gravidade e anda sobre as águas. Ele é Rei dos reinos. Diante dele todo joelho vai se dobrar. É este impacto que o confronta agora! O que você vai fazer de Jesus?
B) PILATOS É CONFRONTADO COM A JUSTIÇA DE JESUS
Pilatos se achava na frente de Jesus quando sua mulher mandou dizer-lhe: “NÃO TE ENVOLVAS COM ESTE JUSTO. PORQUE HOJE EMSONHO, MUITO SOFRI POR SEU RESPEITO.”
Jesus tem uma justiça com a qual você se confronta, querendo ou não. Ele viveu de maneira justa e morreu como justo. E um dia Ele vai julgar a sua vida.
Pilatos por TRÊS VIZES reconhece que Jesus é inocente e mesmo assim o condena (Lc 23.20; Lc 23.22; Jo 19.12). Mas um dia Pilatos como culpado vai estar diante de Jesus para ser julgado. Naquele dia o que você fez em oculto será proclamado dos eirados. Naquele dia será julgado os segredos do seu coração. Os livros serão abertos.
II. A INDECISÃO
1. Pilatos, o indeciso – Jo 19.15
“Hei de crucificar o vosso rei?” = Talvez você saiba que Jesus é rei, é justo, é o Filho de Deus, mas você ainda vive titubeando, coxeando entre dois pensamentos. Sabe da verdade, mas não se decide. Conhece o caminho, mas anda errante. Está certo de que só Jesus pode levá-lo ao céu, mas está indo para o inferno.
2. A decisão é necessária – Mt 27.11
Jesus está diante dele (Mt 27.11). A multidão enlouquecida e sanguisedenta, clama, vocifera e pede a condenação de Jesus. Pilatos não pode deixar de tomar uma decisão. Ele olha para Jesus e ouve: TU DIZES QUE SOU REI. Ele olha para a multidão e esta grita: CRUCIFICA-0. Ele precisa decidir.
3. A decisão é inevitável – Lc 23.4,14,15
Pilatos procura febrilmente uma substituição para a decisão inevitável. Ele se comporta religiosamente. Ele não é CONTRA Jesus. Ele fala a palavra CRISTO, chama-o de Rei e até dá TESTEMUNHO DELE, dizendo três vezes: “EU NÃO ACHO NELE CRIME ALGUM.” Nicodemos sabia que Jesus era mestre, vinha da parte de Deus, fazia milagres e que Deus estava com ele, mas precisava nascer de novo. 
Mas todos esses esforços não podem substituir sua decisão. Assim também com você: Não basta dizer: eu freqüento a igreja. eu sou membro da igreja, eu leio a Bíblia, eu faço as minhas orações, eu vivo corretamente. Com tudo isso, se você não se render a Cristo, você está perdido.
4. A decisão é intransferível – 
4.1. Envia Jesus a Herodes – Lc 23.7,11 = Agora Pilatos tenta esquivar-se da decisão, enviando Jesus a Herodes. Mas Jesus volta e fica calado diante de Pilatos (Lc 23.7,11).
4.2. Tenta transferir a decisão para os judeus – Jo 18.31; 19.6 = Então, diz aos judeus, “Tomai-o vós outros e crucificai-o” (Jo 19.6). Mas os judeus recusaram tomar esta decisão. Eles não querem tomar a decisão e Jesus permanece calado diante de Pilatos.
4.3. Tenta levar o povo a escolher por ele entre Cristo ou Barrabás – Jo 18.40; Mt 27.15-18,20-21 = Mas o povo grita: “Solta-nos Barrabás e crucifica-º Não Jesus, mas Barrabás. O povo prefere um criminoso, um assassino, um assaltante a Jesus. Você também não pode fugir dessa decisão. Não esconda atrás de seus pais. Eles não podem decidir por você. Nem seu filho, nem sua mulher.Você é responsável.
5. Pilatos tenta agradar a multidão – Jo 19.1; Lc 23.16 
Por isso manda açoitar a Cristo. Seu objetivo era agradar a vontade popular. Era ficar bem com o povo. Era satisfazer a vontade da multidão, ainda que sua consciência fosse violentada. Agiu com incoerência. Se Jesus era inocente, porque açoitá-lo?
6. Pilatos se mostra covarde – 
Olha para Jesus e para a multidão. Conhece a verdade, está convencido que Jesus é rei, justo, Filho de Deus, inocente, mas se deixa levar pela pressão do meio. Não tem coragem para assumir Jesus. Torna-se covarde.
7. Pilatos reconhece a singularidade de Jesus – Jo 19.5,14
Pilatos sabe que Jesus não um homem qualquer. Ela sabe que Jesus é O HOMEM. O único, singular, incomparável. Sabe que ele não é apenas um rei, mas o supremo rei.
8. Pilatos defende a Jesus, mas não se entrega a Ele – Jo 19.12; Lc 23.20,22
Sabendo Pilatos que Jesus era inocente, o condenando-o e não o recebendo como o Seu salvador, tornou-se duplamente culpado.
9. Pilatos se desespera, mas não se decide por Jesus – Mt 27.22
10. Pilatos lava as mãos, mas não se decide – Mt 27.24
Pilatos está determinado a não se comprometer com Jesus. Ele quer fugir. Ele não quer se decidir. Ele se acovarda.
III. A REJEIÇÃO
1. Por causa da pressão da multidão – Mc 15,4,23-25
1.1. Queria saber a opinião dos outros – Mt 27.23 = “Que mal fez ele?” = O que meu pai vai dizer? O que meu marido vai pensar? O que os meus amigos vão falar se eu assumir um compromisso com Jesus?
1.2. Medo de tumulto – Mt 27.24 = Isso o desestabilizaria politicamente. Ele precisa do apoio dos judeus para governar. Ele ficou com medo que surgisse um tumulto. Isso o comprometeria diante de Cesar. Afogou a sua consciência por isso. Medo que haja um tumulto em sua vida. Que os valores mudem. Que o namoro mude. Quando você entrega a vida a Jesus há um tumulto: o seu coração vai mudar. Seu lar vai mudar. Seu namoro vai mudar. Seus valores vão ser invertidos. Ex. SADU SUNDAR SING
2. Por causa da conveniência e status – Jo 19.12
Os judeus lhe haviam dito: “Se soltas a este não és amigo de Cesar.” (Jo 19.12).
Cuidado para não perder o cargo, o governo, o poder. É a pressão do status.
É pressão de assumir Jesus na Faculdade, na Família incrédula, no trabalho, entre amigos escarnecedores.
3. A despeito das advertências
3.1. Advertência da própria consciência – Mt 27.18 = Pilatos sabe quem é Jesus. Sabe que os judeus o entregaram por inveja. Sabe que Jesus é inocente, justo, a verdade, o Filho de Deus, O Rei. Mas tem medo. Mas afoga a consciência. Anestesia o coração. Enfia a cabeça na areia e rejeita a oportunidade de Deus.
3.2. Advertência da sua mulher – Mt 27.19 = Sua mulher mandou lhe dizer: “Não te envolvas com este justo.” Pilatos não dá atenção a mais esta advertência e procura desculpar-se MANDANDO VIR ÁGUA, LAVOU AS MÃOS PERANTE O POVO… Meu amigo Deus te advertiu? Viste na tua vida o dedo de Deus? Deus está falando contigo através de um acidente, perdas e doenças? Não continue te desculpando.
3.3. Advertência dos inimigos mortais de Jesus – Jo 19.7-9 = Os judeus lhe disseram: Ele deve morrer porque a si mesmo se fez Filho de Deus. Pilatos estava convicto de que Jesus era mesmo o Filho de Deus e por isso ficou atemorizado. Queria soltar a Jesus. Queria conversar com Jesus, mas Jesus ficou em silêncio. Cuidado com a sua atitude de não aceitar advertências de Deus. PROVÉRBIOS 29.1: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura.
3.4. Pilatos entrega Jesus para ser crucificado a despeito de todas as evidências – Mt 27.26 = E você, o que vai fazer? Rejeitar Jesus a despeito de saber que Ele é o salvador, que morreu na cruz pelos seus pecados?
IV. ENGANO
1. “Estou livre do sangue deste inocente” – Mt 27.24 = Pilatos não estava livre. Estava preso. Ele era culpado. Você também é culpado. Não foram os judeus, Pilatos, os soldados romanos apenas que levaram Jesus à cruz. Ele morreu pelos nossos pecados. Não estamos livres do sangue de Cristo. Se permanecermos incrédulos, o sangue de Cristo clamará contra nós.
2. “Fique o caso convosco” – Mt 27.24 = Jesus não é o caso dos outros. É o seu caso. Você vai ter que tomar a sua decisão. Um dia você estará diante dele. Você está diante do seu trono para ser julgado. Você não pode dar procuração para outro. O caso de Jesus pertence a você.
3. “Não te envolvas com este justo” – Mt 27.19 = Você está envolvido. Vai receber ou rejeitar. Este justo vai ser o seu juiz!
CONCLUSÃO
Eis a grande e decisiva questão: QUE FAREI DE JESUS, CHAMADADO O CRISTO?
Pilatos: o que queres agora?
Os judeus sabem o que querem: para a cruz com este Jesus.
Herodes sabe o que quer: para longe com este Jesus.
Diabo sabe o que quer: levar você para o inferno. 
Barrabás sabe o que quer: ficar livre!
E você? O que você quer? O que você vai fazer de Jesus?
PILATOS RECUSOU A CRISTO. DEIXOU PASSAR A SUA OPORTUNIDADE E SUICIDOU-SE NO REINADO DE GÁLIO. E você?
Meu amigo e você, agora, o que vai fazer de Jesus?
O DIABO sabe o que quer: ele te quer no inferno.
MAS DEUS quer te dar vida eterna. JESUS quer entrar no seu coração AGORA
                             Rev. Hernandes Dias Lopes.

Uma coisa ainda te falta

Referência: MARCOS 10.17-23
Esse texto tem uma mensagem profunda e um aviso solene para o seu coração nesta hora.
A) PONTOS DE DESTAQUE NA VIDA DESTE HOMEM
I. Era jovem – Mt 19.20 = Tinha saúde, vigor, vida, força, amigos.
II. Era riquíssimo – Lc 18.23 = Possuía tudo que este mundo podia lhe oferecer: Casa, bens, conforto, luxo, fausto, banquetes, festa, jóias, propriedades, diversão, dinheiro.
III. Era proeminente – Lc 18.18 = Era um homem de posição. Possuía status. Fama. Glória. Apesar de ser jovem, já era rico, era um prodígio. Era um fen”6meno. Era líder, famoso, influente. Talvez oficial da sinagoga. Moço de elevada reputação e grande prestígio social.
IV. Era ético – Mc 10.20; Mt 19.20 = Ele era portador de excelentes predicados morais. Bom comportamento. Fina educação. Moço sincero. Sem jaça. Íntegro. Não vivia nas orgias. Não era adúltero nem desonesto. Vivia um vida honrada, pura, dentro dos mais rígidos padrões morais. Possuía um excelente conduta exterior. Era um homem virtuoso.
V. Era insatisfeito com a sua vida – Mt 19.20 = “…Que me falta ainda?” = Tinha tudo para ser feliz. Possuía tudo que o mundo podia lhe oferecer, mas seu coração continuava vazio. “Deus pôs a eternidade no coração do homem…”. Seu dinheiro, sua posição não preenchem o vazio da sua alma. Ele estava cansado daquela vida. Nada satisfazia seus anseios. Sua vida era uma busca constante. Ser correto não basta, ser religioso não é suficiente.
VI. Era sedento de salvação – Mc 10.17 = Aquele moço tinha sede de Deus. Tinha sede de vida eterna. Estava ansioso. Ele sabia que ainda não possuía vida eterna. Ele não queria enganar a si mesmo. Ele queria ser salvo.
VII. Ele foi à fonte certa, à pessoa certa: JESUS – Mc 10.17 = Ele foi a Jesus. Ele buscou o único que pode salvar. Ele já tinha ouvido falar de Jesus. Sabia que Ele já salvara tantas pessoas. Sabia que Jesus era a salvação para a sua vida, a resposta para o seu vazio. Ele não busca atalhos. Ele vai direto a Jesus.
VIII. Ele foi a Jesus com pressa – Mc 10.17 = Muitos querem ser salvos, mas deixam para amanhã. Protelam, adiam. E vão para o inferno. Esse moço corre. Ele tem pressa. Ele não agüenta mais esperar.
IX. Ele foi a Jesus de forma reverente – Mc 10.17 = Ele se humilhou. Se ajoelhou. Se quebrantou. Ele foi com a atitude certa.
X. Ele foi amado por Jesus – Mc 10.21 = Jesus o amou. Jesus viu o conflito do seu coração. Jesus diagnosticou o seu vazio. Jesus viu a sua sede de salvação. Jesus viu o seu desespero existencial. Jesus se importou com ele. Jesus também ama você.
B) ENGANOS FATAIS DESSE HOMEM
I. Ver a Jesus apenas como Mestre e não como Deus – Mc 10.17,18 = Para ser salvo não basta apenas seguir os ensinos de um mestre, é preciso se curvar diante de Deus. É preciso saber que Jesus é Deus.
II. Ver a salvação como mérito e não como presente da graça de Deus – Mc 10.17 = Seu desejo de ter a vida eterna era sincero, mas estava enganado quanto à maneira de alcançá-la: queria obter a salvação através da obediência externa aos mandamentos. Todas as religiões do mundo ensinam que o homem precisa merecer a salvação. Exemplo: Na Índia multidões no desejo de ser salvos deitam sobre camas de prego ao sol escaldante; balançam-se sobre um fogo baixo; sustentam uma mão erguida até se tornar imóvel; fazem longas caminhadas de joelhos.
III. Não tem consciência de que é pecador – Mc 10.20 = a) Não amou a Deus sobre todas as coisas = Era idólatra. Seu deus era o dinheiro. Fez-se escravo dos seus bens. Amava mais seu dinheiro que a vida eterna. Seu pecado não era ser rico, possuir muito dinheiro, mas ser possuído pelo dinheiro; b) Não amou ao próximo como a si mesmo = Vivia egoísticamente para si. Amava mais as coisas do que as pessoas. Ele era um míope espiritual. Tinha um alto conceito de si mesmo. Era respeitável por não fazer coisas erradas. 
IV. O jovem rejeita a Jesus, renuncia a vida eterna e sai triste – Mc 10.21,22 = Ele queria a vida eterna, mas amava mais o seu dinheiro. Prefere ir para o inferno que abrir mão do seu dinheiro. Mas que insensatez, ele não pode levar um centavo para o inferno. Ele rejeita Jesus e as suas exigências. Rejeita confiar em Jesus. Rejeita seguir a Jesus. Rejeita a alegria eterna da salvação, sai triste com sua riqueza. Entre o dinheiro e Cristo escolheu o dinheiro e rejeitou Cristo.
CONCLUSÃO
1. Há pessoas que desejam salvar as suas almas e não conseguem.
2. Um ídolo entronizado no coração pode levar você a perder a sua alma para sempre. Você deseja mesmo ser salvo? Já renunciou tudo o que o impede de se render a Cristo?
                                          Rev. Hernandes Dias Lopes.

As razões dos não-dizimistas

Referência: HEBREUS 7.1-10
A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.
No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:
1) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).
2) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.
Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”
Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.
Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:
I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA 
Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.
Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?
Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.
Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.
II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL
Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.
Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?
III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA
“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.
1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.
2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.
3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.
IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL 
“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.
“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo. 
A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.
Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?
V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA
“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”
Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.
Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?
Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.
VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE
“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”
Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?
AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.
VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL
“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?
VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA
“Não sou membro da igreja”
Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?
Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?
CONCLUSÃO
É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.
É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.
                                                                                  Rev. Hernandes Dias Lopes.

Uma coisa ainda te falta

Referência: MARCOS 10.17-23
Esse texto tem uma mensagem profunda e um aviso solene para o seu coração nesta hora.
A) PONTOS DE DESTAQUE NA VIDA DESTE HOMEM
I. Era jovem – Mt 19.20 = Tinha saúde, vigor, vida, força, amigos.
II. Era riquíssimo – Lc 18.23 = Possuía tudo que este mundo podia lhe oferecer: Casa, bens, conforto, luxo, fausto, banquetes, festa, jóias, propriedades, diversão, dinheiro.
III. Era proeminente – Lc 18.18 = Era um homem de posição. Possuía status. Fama. Glória. Apesar de ser jovem, já era rico, era um prodígio. Era um fen”6meno. Era líder, famoso, influente. Talvez oficial da sinagoga. Moço de elevada reputação e grande prestígio social.
IV. Era ético – Mc 10.20; Mt 19.20 = Ele era portador de excelentes predicados morais. Bom comportamento. Fina educação. Moço sincero. Sem jaça. Íntegro. Não vivia nas orgias. Não era adúltero nem desonesto. Vivia um vida honrada, pura, dentro dos mais rígidos padrões morais. Possuía um excelente conduta exterior. Era um homem virtuoso.
V. Era insatisfeito com a sua vida – Mt 19.20 = “…Que me falta ainda?” = Tinha tudo para ser feliz. Possuía tudo que o mundo podia lhe oferecer, mas seu coração continuava vazio. “Deus pôs a eternidade no coração do homem…”. Seu dinheiro, sua posição não preenchem o vazio da sua alma. Ele estava cansado daquela vida. Nada satisfazia seus anseios. Sua vida era uma busca constante. Ser correto não basta, ser religioso não é suficiente.
VI. Era sedento de salvação – Mc 10.17 = Aquele moço tinha sede de Deus. Tinha sede de vida eterna. Estava ansioso. Ele sabia que ainda não possuía vida eterna. Ele não queria enganar a si mesmo. Ele queria ser salvo.
VII. Ele foi à fonte certa, à pessoa certa: JESUS – Mc 10.17 = Ele foi a Jesus. Ele buscou o único que pode salvar. Ele já tinha ouvido falar de Jesus. Sabia que Ele já salvara tantas pessoas. Sabia que Jesus era a salvação para a sua vida, a resposta para o seu vazio. Ele não busca atalhos. Ele vai direto a Jesus.
VIII. Ele foi a Jesus com pressa – Mc 10.17 = Muitos querem ser salvos, mas deixam para amanhã. Protelam, adiam. E vão para o inferno. Esse moço corre. Ele tem pressa. Ele não agüenta mais esperar.
IX. Ele foi a Jesus de forma reverente – Mc 10.17 = Ele se humilhou. Se ajoelhou. Se quebrantou. Ele foi com a atitude certa.
X. Ele foi amado por Jesus – Mc 10.21 = Jesus o amou. Jesus viu o conflito do seu coração. Jesus diagnosticou o seu vazio. Jesus viu a sua sede de salvação. Jesus viu o seu desespero existencial. Jesus se importou com ele. Jesus também ama você.
B) ENGANOS FATAIS DESSE HOMEM
I. Ver a Jesus apenas como Mestre e não como Deus – Mc 10.17,18 = Para ser salvo não basta apenas seguir os ensinos de um mestre, é preciso se curvar diante de Deus. É preciso saber que Jesus é Deus.
II. Ver a salvação como mérito e não como presente da graça de Deus – Mc 10.17 = Seu desejo de ter a vida eterna era sincero, mas estava enganado quanto à maneira de alcançá-la: queria obter a salvação através da obediência externa aos mandamentos. Todas as religiões do mundo ensinam que o homem precisa merecer a salvação. Exemplo: Na Índia multidões no desejo de ser salvos deitam sobre camas de prego ao sol escaldante; balançam-se sobre um fogo baixo; sustentam uma mão erguida até se tornar imóvel; fazem longas caminhadas de joelhos.
III. Não tem consciência de que é pecador – Mc 10.20 = a) Não amou a Deus sobre todas as coisas = Era idólatra. Seu deus era o dinheiro. Fez-se escravo dos seus bens. Amava mais seu dinheiro que a vida eterna. Seu pecado não era ser rico, possuir muito dinheiro, mas ser possuído pelo dinheiro; b) Não amou ao próximo como a si mesmo = Vivia egoísticamente para si. Amava mais as coisas do que as pessoas. Ele era um míope espiritual. Tinha um alto conceito de si mesmo. Era respeitável por não fazer coisas erradas. 
IV. O jovem rejeita a Jesus, renuncia a vida eterna e sai triste – Mc 10.21,22 = Ele queria a vida eterna, mas amava mais o seu dinheiro. Prefere ir para o inferno que abrir mão do seu dinheiro. Mas que insensatez, ele não pode levar um centavo para o inferno. Ele rejeita Jesus e as suas exigências. Rejeita confiar em Jesus. Rejeita seguir a Jesus. Rejeita a alegria eterna da salvação, sai triste com sua riqueza. Entre o dinheiro e Cristo escolheu o dinheiro e rejeitou Cristo.
CONCLUSÃO
1. Há pessoas que desejam salvar as suas almas e não conseguem.
2. Um ídolo entronizado no coração pode levar você a perder a sua alma para sempre. Você deseja mesmo ser salvo? Já renunciou tudo o que o impede de se render a Cristo?
                                                                                       Rev. Hernandes Dias Lopes.

Medo de decidir

Referência: JOÃO 18.28-19.1-16
INTRODUÇÃO
A vida é feita de decisões. Você é um ser livre. Você, paradoxalmente, porém, é um escravo da sua liberdade. Você não pode deixar de decidir. Você é como um homem num barco que desce rio a baixo prestes a cair num abismo.
Hoje, como Pilatos, você está diante de Jesus. Em relação a Ele você não pode ficar neutro, nem em cima do muro. Você precisa tomar uma decisão: até a indecisão é uma decisão, a decisão de não decidir. Você pode aceitar, rejeitar, adiar. Você só não pode é ficar neutro. Jesus disse: “Quem não é por mim é contra mim…”
O rei dos reis estava diante de Pilatos para ser julgado. E Pilatos o condenou. Pilatos o rejeitou. No último dia é Pilatos quem estará diante de Jesus para ser julgado. Naquele dia só uma coisa contará: “O que você fez de Cristo, aceitou-o ou rejeitou-o?”
Hoje quero falar para você sobre quatro coisas importantes: CONFRONTACÃO, INDECISÃO, REJEIÇÃO E ENGANO.
I. A CONFRONTAÇÃO
A) PILATOS É CONFRONTADO COM A REALEZA DE JESUS
O evangelista João diz que Jesus fez a Pilatos a seguinte declaração: “o meu reino não é deste mundo” Atemorizado Pilatos lhe perguntou: “Logo tu és rei.” Ao que Jesus respondeu: “Para isso eu nasci, para isso eu vim ao mundo, para dar testemunho da verdade, mas vós não me credes. Todos aqueles que são da verdade, ouvem a minha Palavra.”
O texto diz que Pilatos ficou atemorizado. Pilatos sentiu que estava diante de alguém que era maior do que Cesar.
Jesus é Rei. Quando Ele morreu, havia na cruz uma inscrição em hebraico, latim e grego: “ESTE JESUS É O REI DOS JUDEUS.” O Habraico = maior poder religioso da época. O Latim = maior poder político. O Grego = maior poder cultural. Todos os homens, de todos os níveis, de todas as camadas, de todos os tempos, de todas as sociedades do mundo precisam saber que Jesus Cristo é Rei.
Você hoje também está sendo confrontado com o Rei do Universo. Ele que altera as moléculas da água e as transforma em moléculas de vinho. Ele que pega os átomos e os multiplica transformando cinco pães e dois peixes em alimento para mais de cinco mil pessoas. Ele apazigua as ondas do mar. Ele vence a lei da gravidade e anda sobre as águas. Ele é Rei dos reinos. Diante dele todo joelho vai se dobrar. É este impacto que o confronta agora! O que você vai fazer de Jesus?
B) PILATOS É CONFRONTADO COM A JUSTIÇA DE JESUS
Pilatos se achava na frente de Jesus quando sua mulher mandou dizer-lhe: “NÃO TE ENVOLVAS COM ESTE JUSTO. PORQUE HOJE EMSONHO, MUITO SOFRI POR SEU RESPEITO.”
Jesus tem uma justiça com a qual você se confronta, querendo ou não. Ele viveu de maneira justa e morreu como justo. E um dia Ele vai julgar a sua vida.
Pilatos por TRÊS VIZES reconhece que Jesus é inocente e mesmo assim o condena (Lc 23.20; Lc 23.22; Jo 19.12). Mas um dia Pilatos como culpado vai estar diante de Jesus para ser julgado. Naquele dia o que você fez em oculto será proclamado dos eirados. Naquele dia será julgado os segredos do seu coração. Os livros serão abertos.
II. A INDECISÃO
1. Pilatos, o indeciso – Jo 19.15
“Hei de crucificar o vosso rei?” = Talvez você saiba que Jesus é rei, é justo, é o Filho de Deus, mas você ainda vive titubeando, coxeando entre dois pensamentos. Sabe da verdade, mas não se decide. Conhece o caminho, mas anda errante. Está certo de que só Jesus pode levá-lo ao céu, mas está indo para o inferno.
2. A decisão é necessária – Mt 27.11
Jesus está diante dele (Mt 27.11). A multidão enlouquecida e sanguisedenta, clama, vocifera e pede a condenação de Jesus. Pilatos não pode deixar de tomar uma decisão. Ele olha para Jesus e ouve: TU DIZES QUE SOU REI. Ele olha para a multidão e esta grita: CRUCIFICA-0. Ele precisa decidir.
3. A decisão é inevitável – Lc 23.4,14,15
Pilatos procura febrilmente uma substituição para a decisão inevitável. Ele se comporta religiosamente. Ele não é CONTRA Jesus. Ele fala a palavra CRISTO, chama-o de Rei e até dá TESTEMUNHO DELE, dizendo três vezes: “EU NÃO ACHO NELE CRIME ALGUM.” Nicodemos sabia que Jesus era mestre, vinha da parte de Deus, fazia milagres e que Deus estava com ele, mas precisava nascer de novo. 
Mas todos esses esforços não podem substituir sua decisão. Assim também com você: Não basta dizer: eu freqüento a igreja. eu sou membro da igreja, eu leio a Bíblia, eu faço as minhas orações, eu vivo corretamente. Com tudo isso, se você não se render a Cristo, você está perdido.
4. A decisão é intransferível – 
4.1. Envia Jesus a Herodes – Lc 23.7,11 = Agora Pilatos tenta esquivar-se da decisão, enviando Jesus a Herodes. Mas Jesus volta e fica calado diante de Pilatos (Lc 23.7,11).
4.2. Tenta transferir a decisão para os judeus – Jo 18.31; 19.6 = Então, diz aos judeus, “Tomai-o vós outros e crucificai-o” (Jo 19.6). Mas os judeus recusaram tomar esta decisão. Eles não querem tomar a decisão e Jesus permanece calado diante de Pilatos.
4.3. Tenta levar o povo a escolher por ele entre Cristo ou Barrabás – Jo 18.40; Mt 27.15-18,20-21 = Mas o povo grita: “Solta-nos Barrabás e crucifica-º Não Jesus, mas Barrabás. O povo prefere um criminoso, um assassino, um assaltante a Jesus. Você também não pode fugir dessa decisão. Não esconda atrás de seus pais. Eles não podem decidir por você. Nem seu filho, nem sua mulher.Você é responsável.
5. Pilatos tenta agradar a multidão – Jo 19.1; Lc 23.16 
Por isso manda açoitar a Cristo. Seu objetivo era agradar a vontade popular. Era ficar bem com o povo. Era satisfazer a vontade da multidão, ainda que sua consciência fosse violentada. Agiu com incoerência. Se Jesus era inocente, porque açoitá-lo?
6. Pilatos se mostra covarde – 
Olha para Jesus e para a multidão. Conhece a verdade, está convencido que Jesus é rei, justo, Filho de Deus, inocente, mas se deixa levar pela pressão do meio. Não tem coragem para assumir Jesus. Torna-se covarde.
7. Pilatos reconhece a singularidade de Jesus – Jo 19.5,14
Pilatos sabe que Jesus não um homem qualquer. Ela sabe que Jesus é O HOMEM. O único, singular, incomparável. Sabe que ele não é apenas um rei, mas o supremo rei.
8. Pilatos defende a Jesus, mas não se entrega a Ele – Jo 19.12; Lc 23.20,22
Sabendo Pilatos que Jesus era inocente, o condenando-o e não o recebendo como o Seu salvador, tornou-se duplamente culpado.
9. Pilatos se desespera, mas não se decide por Jesus – Mt 27.22
10. Pilatos lava as mãos, mas não se decide – Mt 27.24
Pilatos está determinado a não se comprometer com Jesus. Ele quer fugir. Ele não quer se decidir. Ele se acovarda.
III. A REJEIÇÃO
1. Por causa da pressão da multidão – Mc 15,4,23-25
1.1. Queria saber a opinião dos outros – Mt 27.23 = “Que mal fez ele?” = O que meu pai vai dizer? O que meu marido vai pensar? O que os meus amigos vão falar se eu assumir um compromisso com Jesus?
1.2. Medo de tumulto – Mt 27.24 = Isso o desestabilizaria politicamente. Ele precisa do apoio dos judeus para governar. Ele ficou com medo que surgisse um tumulto. Isso o comprometeria diante de Cesar. Afogou a sua consciência por isso. Medo que haja um tumulto em sua vida. Que os valores mudem. Que o namoro mude. Quando você entrega a vida a Jesus há um tumulto: o seu coração vai mudar. Seu lar vai mudar. Seu namoro vai mudar. Seus valores vão ser invertidos. Ex. SADU SUNDAR SING
2. Por causa da conveniência e status – Jo 19.12
Os judeus lhe haviam dito: “Se soltas a este não és amigo de Cesar.” (Jo 19.12).
Cuidado para não perder o cargo, o governo, o poder. É a pressão do status.
É pressão de assumir Jesus na Faculdade, na Família incrédula, no trabalho, entre amigos escarnecedores.
3. A despeito das advertências
3.1. Advertência da própria consciência – Mt 27.18 = Pilatos sabe quem é Jesus. Sabe que os judeus o entregaram por inveja. Sabe que Jesus é inocente, justo, a verdade, o Filho de Deus, O Rei. Mas tem medo. Mas afoga a consciência. Anestesia o coração. Enfia a cabeça na areia e rejeita a oportunidade de Deus.
3.2. Advertência da sua mulher – Mt 27.19 = Sua mulher mandou lhe dizer: “Não te envolvas com este justo.” Pilatos não dá atenção a mais esta advertência e procura desculpar-se MANDANDO VIR ÁGUA, LAVOU AS MÃOS PERANTE O POVO… Meu amigo Deus te advertiu? Viste na tua vida o dedo de Deus? Deus está falando contigo através de um acidente, perdas e doenças? Não continue te desculpando.
3.3. Advertência dos inimigos mortais de Jesus – Jo 19.7-9 = Os judeus lhe disseram: Ele deve morrer porque a si mesmo se fez Filho de Deus. Pilatos estava convicto de que Jesus era mesmo o Filho de Deus e por isso ficou atemorizado. Queria soltar a Jesus. Queria conversar com Jesus, mas Jesus ficou em silêncio. Cuidado com a sua atitude de não aceitar advertências de Deus. PROVÉRBIOS 29.1: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura.
3.4. Pilatos entrega Jesus para ser crucificado a despeito de todas as evidências – Mt 27.26 = E você, o que vai fazer? Rejeitar Jesus a despeito de saber que Ele é o salvador, que morreu na cruz pelos seus pecados?
IV. ENGANO
1. “Estou livre do sangue deste inocente” – Mt 27.24 = Pilatos não estava livre. Estava preso. Ele era culpado. Você também é culpado. Não foram os judeus, Pilatos, os soldados romanos apenas que levaram Jesus à cruz. Ele morreu pelos nossos pecados. Não estamos livres do sangue de Cristo. Se permanecermos incrédulos, o sangue de Cristo clamará contra nós.
2. “Fique o caso convosco” – Mt 27.24 = Jesus não é o caso dos outros. É o seu caso. Você vai ter que tomar a sua decisão. Um dia você estará diante dele. Você está diante do seu trono para ser julgado. Você não pode dar procuração para outro. O caso de Jesus pertence a você.
3. “Não te envolvas com este justo” – Mt 27.19 = Você está envolvido. Vai receber ou rejeitar. Este justo vai ser o seu juiz!
CONCLUSÃO
Eis a grande e decisiva questão: QUE FAREI DE JESUS, CHAMADADO O CRISTO?
Pilatos: o que queres agora?
Os judeus sabem o que querem: para a cruz com este Jesus.
Herodes sabe o que quer: para longe com este Jesus.
Diabo sabe o que quer: levar você para o inferno. 
Barrabás sabe o que quer: ficar livre!
E você? O que você quer? O que você vai fazer de Jesus?
PILATOS RECUSOU A CRISTO. DEIXOU PASSAR A SUA OPORTUNIDADE E SUICIDOU-SE NO REINADO DE GÁLIO. E você?
Meu amigo e você, agora, o que vai fazer de Jesus?
O DIABO sabe o que quer: ele te quer no inferno.
MAS DEUS quer te dar vida eterna. JESUS quer entrar no seu coração AGORA
                                                                                          Rev. Hernandes Dias Lopes.

Antes e depois da morte

Referência: LUCAS 16.19-31
Há uma coisa notável acerca desta passagem das Escrituras: ela é fácil de entender. Podemos discordar dela, negar sua veracidade ou desprezar seus ensinamentos, mas só uma pessoa obtusa não a entenderia.
A verdade básica é que a vida é mais do que simplesmente viver, e a morte é mais do que simplesmente morrer. A morte não é o fim de todas as coisas.
Há muitas especulações sobre o que acontece depois da morte. Há um profundo mistério acerca da morte e milhões de pessoas buscam os terreiros de Umbanda, os médiuns para tentar falar com os mortos. Mas isto tudo é em vão.
Jesus nesse texto abre as cortinas e levanta a ponta do véu e nos mostra o que vem depois da morte: CÉU OU INFERNO.
“GEENA” = lugar final dos ímpios. Esta palavra INFERNO vem do vale dos filhos de Hinon. A princípio era um lugar belo. Acaz e Manassés queimaram crianças a Moloque ali. Era o vale da matança. Josias profanou este lugar de idolatria e transformou aquele lugar no escoadouro dos lixos da cidade – e ali o bicho roía dia e noite e o fogo era inextinguível.
Os homens não gostam da doutrina do inferno. É um lugar de tormento eterno. É um lugar de trevas. É um lugar de choro e ranger de dentes. É um lugar onde o fogo não se apaga. É um lugar onde o bicho não deixa de roer. É um lugar de lembranças das oportunidades perdidas. É o lugar de remorso acusador. É lugar de separação eterna de Deus.
O homem sempre quis apagar as chamas do inferno. Sempre quis anular essa doutrina. Tenta fazer isso de várias formas:
1. Negando que haja uma coisa chamada pecado = Se não há pecado, não há necessidade de castigo para ele, nem necessidade de um Salvador. Mas o pecado acontece 24 horas por dia: crimes, assaltos, mentira, suborno…
2. Achando que se existe um inferno, ele é aqui na terra mesmo. É o que estamos vivendo = Mas no inferno não vai ter igreja, não vai ter Bíblia, não vai ter música, louvor, alegria, vida, amor, arrependimento, flores, água, filhos de Deus.
3. Reencarnação – v. 31
4. Purgatório – v. 26
5. Sono da alma ou aniquilamento – v. 23
6. Deus é bom demais para punir alguém. Não precisamos nos preocupar com o além.
7. Andar tão ocupado que não tem tempo para pensar nas coisas eternas = aprisiona a alma nas grades das atividades.
TODAVIA, estas respostas e esses subterfúgios nem sempre aquietam a nossa voz interior. Nem a incredulidade nem o desprezo pode apagar as chamas do inferno. Elas permaneceram para sempre.
A ira de Deus contra o pecado deve ser satisfeita em algum lugar, algum dia, de alguma forma. Quem mais falou sobre inferno foi Jesus. O inferno é uma realidade ou Jesus é um embusteiro.
I. PRIMEIRO ATO: O LADO TERRESTRE DA VIDA – O QUE ACONTECE NESSE LADO DA MORTE
1. O HOMEM RICO = No primeiro ato, tudo na vida desta homem rico é só beleza. Vivia em uma mansão. Tinha servos e servas. O mobiliário de sua casa era luxuoso. Carruagens do último tipo. Vivia na opulência e no prazer. Vestia-se com púrpura. Banquetes, festas, música. Vivia para si mesmo. TODOS OS DIAS SE REGALAVA EXPLENDIDAMENTE. Era religioso, pois conhecia a Abraão e o chamava de Pai.
Não é o rico acusado de crimes horrendos. Não é tachado de caluniador, fraudulento, assassino, adúltero, ébrio ou imoral. Mas também, não tem tempo para Deus, não tem tempo para o necessitado à sua porta. Seu Deus é o dinheiro. Sua vida é narcisista. Vive para si mesmo. Seu negócio é o hedonismo. Seu problema não é a riqueza, mas a riqueza sem Deus. Tudo corria bem… até que um dia…
O homem rico ficou doente. A morte está constantemente procurando novas vítimas. Ela entrou rudemente pela porta de frente da casa do homem rico, com as botas sujas de lama fresca, enquanto este se encontrava assentado à sua farta mesa bebendo o doce vinho da vida. A morte arrancou o copo de seus dedos cheios de anéis e lhe falou abruptamente, enquanto o homem empalidecia: VOCÊ VAI MORRER HOJE – Ele morreu.
E que funeral! Todos os parentes estavam lá. Muitos amigos. As autoridades da cidade foram dar o último adeus ao ilustre cidadão. Políticos discursaram ao lado do caixão. Elogios foram tecidos ao morto. Havia flores por toda parte. A urna mortuária era toda enfeitada e cheia de riqueza. Foi um funeral cheio de pompa. A cerimônia religiosa foi pomposa. Agora todos dizem: DESCANSOU! Ah! Não se esqueça, esse é apenas um lado da história. Há mais, muito mais.
2. LÁZARO = Vamos agora nos voltar para o outro personagem do primeiro ato: O POBRE HOMEM LÁZARO (Lc 16.20,21). Não gostamos de ficar observando esta cena. Basta saber que um dia o mendigo também acabou morrendo. Os gélidos dedos da morte também arrancaram a sua vida. Ele não tinha amigos, nem cortejo, nem flores, nem hinos, nem cerimônia fúnebre, pois ninguém se importava com ele.
Não sabemos ao certo o que fizeram com o corpo do mendigo. Do que sabemos acerca dos cães do oriente, podemos até afirmar que eles foram os seus agentes funerários, o seu cortejo e a sua sepultura. Com um estremecimento de nojo nos afastamos dizendo: QUE TRAGÉDIA!
Mas aqui vimos apenas um lado da história também. Agora Jesus levanta a ponta do véu e mostra que a vida depois da morte é real. Mostra que a sepultura não é o seu ponto final.
II. SEGUNDO ATO: O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE
No primeiro ato o lado terrestre de suas vidas, um deles era extremamente rico e o outro extremamente pobre. Um sentava-se a uma mesa farta, o outro jazia junto à porta do rico mendigando uma migalha. Um é atraente pela sua riqueza, o outro é repulsivo pela sua extrema miséria. Um andava empavonado em linho finíssimo, o outro cheio de trapos. MAS HÁ DIFERENÇAS NOS HOMENS QUE NÃO APARECEM NAS ROUPAS, NAS CASAS, NAS OCUPAÇÕES.
Depois da morte, o contraste no destino destes dois homens continuou, mas a sua situação se inverteu.
1. LÁZARO = Quando a cortina foi levantada depois da morte do pobre, vemos anjos, cheios de alegria em servir, carregando Lázaro para o céu.
LÁZARO = “Deus é meu auxílio”. Embora desprezado pelos homens, embora considerado como escória, embora na sarjeta do esquecimento, embora prostrado cheio de chagas, com fome e desejando comer as migalhas que caem da mesa do rico, embora privado do convívio humano e assediado pelos cães – Ele confiava em Deus. O RICO TINHA TUDO, MENOS DEUS; LÁZARO NÃO TINHA NADA SENÃO DEUS.
No céu havia consolo, música, vestes brancas, coroas, harpas angelicais, delícias perpetuamente, a face de Jesus. NENHUM OLHO VIU… Oh! Quão cedo Lázaro se esqueceu dos seus andrajos, da fome, dos cães, das noites frias, e do homem rico que o deixou na miséria. Ele foi afinal confortado!
2. O HOMEM RICO = Aquele que viveu aqui sem Deus, depois da morte, abriu os olhos e estava no lar dos desesperados. O mendigo repousou no seio de Abraão. O rico não teve repouso nenhum, pois como é possível descansar no inferno?
Em Hebreus 9.27 lemos: “E assim como aos homens está ordenado…”. O julgamento não acontece nesta vida. Primeiro vem a morte, depois o juízo. Quando transgredimos as leis da natureza sofremos imediatamente = QUANDO COLOCAMOS A MÃO NO FOGO.
Mas as leis de Deus podem ser aparentemente transgredidas repetidas vezes sem nenhum castigo. O homem que blasfema não parece sofrer com isto. O homem que rouba parece ter motivos para se vangloriar que vive melhor do que o que não rouba. Aquele que vive na impureza pode achar que isso é que é vida. Mas as Escrituras não dizem que toda vez que pecamos Deus envia um anjo com vara de ferro para nos bater. A Bíblia diz que Deus marcou um dia em que vai julgar os homens (At 17.31) e eles não vão poder fugir de Deus nem subornar o tribunal de Deus. Naquele terrível dia do juízo, eles vão dar conta por cada palavra frívola que proferiram. Cada ação está registrada nos livros de Deus. Cada pensamento, cada intenção está registrado. Naquele dia os livros serão abertos. Será o dia do juízo. Ah! Dia do juízo!!!
O homem rico não despertou santo. A morte não é uma varinha mágica que algum anjo agita sobre os moribundos, transformando todo o pecado em justiça, varrendo toda maldade, apagando todo o passado e transformando o pecador em filho de Deus.
As pessoas gostam de crer que tudo vai bem e que todos estarão bem, tão logo morram. Mas o fato persistente é que as identidades não se alteram com a morte. Não foi outro homem que se despertou na eternidade. Foi o mesmo. E despertou para saber que…
a) O inferno é um lugar de tormento – v. 23
b) O inferno é um lugar de onde se vê o gozo do céu – v. 23b
c) O inferno é um lugar onde não há consolo – v. 24,25
d) O inferno é um lugar de onde não se pode sair – v. 26
e) O inferno é um lugar onde o pedido de socorro não é atendido – v. 27
f) O inferno é um lugar de lembranças amargas – v. 27,28
g) O inferno é um lugar de onde não se pode mais ajudar a família – v. 28-30.
Para este homem já era tarde demais para ajudar a sua família. O desejo estava ali, mas a oportunidade passara para sempre.
Observem que ele não ignorava o caminho da salvação. Ele sabia que seus 5 irmãos precisavam de alguém que lhes falasse acerca da salvação. Ele perdera a sua oportunidade e perdera a sua alma e a oportunidade de ajudar a sua família.
Talvez ele fosse covarde. Talvez tivesse medo do que a sua família pudesse pensar caso ele se voltasse para Deus. Mas agora já não tinha mais medo. Talvez por causa da sua posição de rico, ele tivesse considerado a crítica dos seus amigos como um preço alto demais para pagar se andasse nos caminhos do Senhor. Mas agora tudo havia acabado. Era tarde demais.
Não há poder que nos salve depois da morte. A grito TEM MISERICÓRDIA DE MIM obteve uma única resposta: FILHO LEMBRA-TE. O abismo fora fixado. Os limites estabelecidos. O destino determinado. O QUE É A ETERNIDADE?
CONCLUSÃO 
· Homem não tem de fazer nada para ir para o inferno. Com suas virtudes e predicados morais, ele é um pecador perdido. Mesmo sendo religioso e honrado cidadão ele está condenado, se não crer em Jesus. Não é preciso roubar, matar, adulterar. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.
· Para ir para o céu é preciso NASCER DE NOVO. CRER EM CRISTO COMO SENHOR E SALVADOR. (At 4.12; Jo 14.6; Jo 5.24)
Se você morrer agora, para onde vai a sua alma: para o céu ou para o inferno? Ilustração: O SONHO DE WESLEY: foi ao inferno e ao céu.
                                                                                 Rev. Hernandes Dias Lopes.

A segunda vinda de Cristo

Referência: APOCALIPSE 1.7
Cristo pode vir para você ou você pode ir para Ele. Você está preparado? A rainha da Inglaterra visita de surpresa uma escola e encontra a professora e os alunos em desordem…voltarei!
I. É CERTO QUE CRISTO VOLTARÁ?
É tão certa como foi a sua primeira vinda. As profecias bíblicas sobre o nascimento, morte, ressurreição e ascensão de Jesus se cumpriram literalmente no tempo determinado por Deus.
Existem mais de 300 referências proféticas só no Novo Testamento sobre a SEGUNDA VINDA. É a Palavra inerrante, infalível do Deus que não pode mentir que certifica a realidade da segunda vinda de Cristo.
a) Jo 14.3 = E QUANDO EU FOR…VOLTAREI E VOS RECEBEREI… 
b) Ap 3.11 = VENHO SEM DEMORA 
c) Mt 24.30 = ENTÃO APARECERÁ NO CÉU O SINAL DO FILHO DO HOMEM 
d) II Pe 3.10 = VIRÁ, ENTRETANTO, COMO LADRÃO, O DIA DO SENHOR.
Os sinais proféticos apontam a preparação do cenário:
a) Dn 12.4 = O SABER SE MULTIPLICARÁ = Século da propulsão à jato, da cibernética, do computador, da internet, da engenharia genética, da tecnociência. 
b) Mt 24.4,5 = O ENGANO RELIGIOSO = Ocultismo, orientalismo, missianismo, espiritismo, Nova Era, pentecostalismo em cruz, ciência se une ao místico. 
c) Mt 24.6-7 = CONVULSÕES NATURAIS, SOCIAIS E POLÍTICAS = Guerras, fomes, epidemias, terremotos. 
d) Mt 24.12 = MULTIPLICAÇÃO DA INIQUIDADE = Sociedade hedonista, sem absolutos, pã-sexualismo, imoralidade, despudor, pornografia, maldade, violência. 
e) II Ts 2.3 = A APOSTASIA = a deserção da fé, o descomprometimento, o racionalismo, secularismo, liberalismo, ecumenismo. 
f) II Ts 2.3 = O ANTICRISTO = A unificação política e religiosa do mundo, Nova Era, Consciência cósmica.
II. POR QUE CRISTO VOLTARÁ?
Na sua primeira vinda Cristo se esvaziou. Nasceu humilde. Num lar humilde. Num berço de palha. Cresceu pobre. Veio como servo. Veio como cordeiro. Veio como ovelha muda. Veio para morrer na cruz. Veio para se fazer pecado por nós.
Na sua primeira vinda entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Foi humilhado. Cuspido. Surrado. Preso. Traído. Xingado. Pregado na cruz.
Na sua segunda vinda virá como rei exaltado. Como Senhor dos senhores. Como juiz de toda a terra. Virá como leão de Judá. Assentará no trono. Julgará as nações. Todo joelho se dobrará diante Dele.
1. Ele julgará as nações = Mt 25.31
2. Ele julgará os ímpios = Ele enviará os seus anjos para recolher os ímpios e lançá-los na fornalha de fogo ardente. Dir-se-lhes-á APARTAI-VOS MALDITOS. Os que escaparam da justiça terrena não escaparão da ira do cordeiro. Os pecados ocultos serão revelados do eirado. Naquele dia será julgado o segredo do coração dos homens. Os ímpios arderão como restolho no fogo. Desejarão a morte, mas esta fugirá deles.
3. Ele julgará os cristãos nominais = a) Mt 7.21-23 = Muitos naquele dia dirão: SENHOR, SENHOR… b) Mt 25.11,12 = As virgens loucas baterão à porta tarde demais; c) Mt 22.11-13 = Não há lugar no banquete sem veste nupcial; d) Am 5.18 = Aquele será dia de trevas e não de luz; e) Ml 3.2 = Quem pode suportar o dia da sua vinda?
4. Ele julgará as forças espirituais do mal = a) A falsa religião = Ap 18,2,20; b) O anticristo = Ap 19.20; c) O diabo = Ap 20.10.
5. Ele julgará a igreja = II Co 5.10 = PORQUE IMPORTA QUE TODOS NÓS COMPAREÇAMOS PERANTE O TRIBUNAL DE CRISTO. I Co 3.13 = MANIFESTA SE TORNARÁ A OBRA DE CADA UM… As obras serão testadas pelo fogo. Cristo virá para galardoar os santos. Virá para nos dar corpos glorificados. Virá para fazer novas todas as coisas. Virá para exercer justiça. Virá para entregar o Reino ao Deus e Pai.
III. QUANDO CRISTO VOLTARÁ?
Não sabemos o dia nem a hora. Todos os que quiseram entrar nesse segredo de Deus caíram no ridículo – Mt 24.36.
Jesus disse aos discípulos que não lhes competia conhecer o cronos e o Kairós da sua vinda (At 1.6). Podemos sim ESPERAR e APRESSAR a vinda de Jesus – II Pe 3.11,12.
A segunda vinda será de surpresa = Mt 24.45-51; 25.1-13; 25.14-30. Será como a chegada do ladrão = sem aviso prévio, inesperada.. Será numa época em que as pessoas estarão duvidando da segunda vinda = Será como nos dias de Noé = Não acreditaram que viria o dilúvio e continuaram comendo, bebendo, casando e nem se importaram com o aviso solene de Deus. Vigiai, vigiai. Estai de sobreaviso. Você está preparado?
Perguntaram para João Wesley: O QUE VOCÊ GOSTARIA DE ESTAR FAZENDO QUANDO CRISTO VOLTAR? = O que faço todos os dias, respondeu.
IV. COMO CRISTO VOLTARÁ?
1. Voltará pessoalmente, fisicamente = At 1.9
2. Voltará visivelmente = Ap 1.7; Mt 26.64
3. Voltará repentinamente = I Co 15.52 – Num momento = Átomo + faiscar estrela/dardejar da cauda peixe/bater asas do pássaro. Será como o relâmpago que sai do oriente e vai ao ocidente – Mt 24.27.
4. Voltará gloriosamente = Mt 25.31 – Voltará cavalgando não um jumentinho, mas as nuvens. Virá escoltado pelos anjos. A terra o céu fugirão da sua presença. Agora Ele não virá como advogado, mas como juiz. Virá não como cordeiro, mas como leão. Virá não para perdoar, mas para julgar. Será dia de glória e dia de horror. “Montes caí sobre nós.” – “Todos os povos da terra se lamentarão.” (Mt 24.30). Será dia de luz e dia de trevas. Será dia de riso e dia de choro e ranger de dentes. Será dia de alegria e dia de remorso.
CONCLUSÃO
Quando Cristo veio ao mundo os céus se cobriram de anjos. Quando Cristo morreu os céus se cobriram de trevas. Quando Cristo voltar os céus e a terra serão abalados. Os ímpios tremerão. É o dia da vingança do Deus todo poderoso. É o dia do juízo. Tudo que foi feito às ocultas virá à luz.
Naquele dia Deus julgará o segredo do coração dos homens. Os livros serão abertos. Não haverá defesa. Não haverá desculpas. Quem não estiver no livro da vida será lançado no lago do fogo.
Mas para os remidos será dia de glória. Dia de coroação. Dia de recompensa. Dia do banquete. Dia do consolo. Dia do descanso. Dia eterno com Jesus e para Jesus.
Oh, dia glorioso! Maranata, vem Senhor Jesus!
Ilustração: Ah, se eu tivesse ouvido!
                                                                                Rev. Hernandes Dias Lopes.

Vida financeira sem ansiedade

Referência: MATEUS 6.19-34
Na primeira metade de Mateus 6 (1-18) Jesus descreve a vida particular do cristão NO LUGAR SECRETO (dando, orando e jejuando); na segunda parte (19-34) Ele trata dos nossos negócios públicos no mundo (questões do dinheiro, de propriedades, de alimento, roupa e ambição). Ou seja, Cristo descreve a vida RELIGIOSA E SECULAR do cristão, mostrando que ambas são santas e dependentes de Deus.
Deus está interessado em nossa vida PARTICULAR E PÚBLICA, RELIGIOSA E SECULAR.
Ouvimos os mesmos insistentes convites de Jesus, nas duas esferas: 1) O chamado para sermos diferentes da hipocrisia do religioso (1-18) e agora, 2) diferentes do materialismo do irreligioso (19-34). Cristo agora nos incita a renunciar o sistema de valores dos gentios (v. 32).
Cristo coloca alternativas diante de nós em cada estágio: HÁ DOIS TESOUROS (na terra e no céu 19-21); DUAS CONDIÇÕES FÍSICAS (trevas e luz 22,23); DOIS SENHORES (Deus e as riquezas 24) e DUAS PREOCUPAÇÕES (nosso corpo e o Reino de Deus 25-34). E não podemos por os pés em duas canoas.
Jesus nos mostra que a ganância, que a acumulação egoísta é pecaminosa. Que não podemos fazer do dinheiro, da riqueza a razão do nosso viver. Devemos investir nossa vida em algo que não acaba. A riqueza é temporal, é passageira. Não vamos levá-la. É preciso ter tesouro no céu. Buscar o que é eterno. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus.
Quando optamos pelo tesouro celeste em vez dos tesouros da terra; quando seguimos a luz e não as trevas; quando optamos por servir a Deus e não a Mamom, então estaremos prontos a entender: BUSCAI, POIS, EM PRIMEIRO LUGAR O REINO DE DEUS…Se sirvo a Deus, buscarei o seu reino e entregarei a Ele minhas necessidades.
Jesus está dizendo que todos os homens buscam alguma coisa, pela qual viver; alguma coisa sobre a qual colocar o coração e a mente.
Jesus mostra aos seus discípulos que eles devem buscar o Reino de Deus e não as coisas materiais como objetivo maior da vida. Três vezes Ele ordena NÃO FIQUEIS ANSIOSOS (v. 25,31,34). A preocupação básica do homem é v. 31. ESTA É A TRINDADE DOS CUIDADOS DO MUNDO (Spurgeon). Porque os gentios é que se preocupam com todas essas coisas (v. 32).
Basta olhar para a propaganda da Televisão, rádio, jornal e veremos uma vívida ilustração moderna do que Jesus ensinou há 2 mil anos. Do começo ao fim, os apelos são: preocupar-se com o bem-estar do corpo: como alimentá-lo, vesti-lo, aquecê-lo, refrescá-lo, relaxá-lo, entretê-lo, enfeitá-lo e estimulá-lo = CONSUMISMO E MATERIALISMO.
Jesus de forma alguma negou ou desprezou as necessidades do corpo. Ele ensinou-nos a orar O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE. Mas hoje o mundo está adotando um conceito reducionista, degradando o homem ao nível dos animais. Parece que o bem estar físico é o único e último objetivo da vida.
Jesus de forma alguma está proibindo a previdência = A Bíblia aprova o trabalho previdente da formiga. Também os passarinhos fazem provisão para o futuro, construindo ninhos, alimentando os filhotes. Muitos migram para climas mais quentes antes do inverno. O que Jesus proíbe não é a previdência, mas a PREOCUPAÇÃO ANSIOSA.
I. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A FÉ CRISTÃ – v. 25-30
No verso 30 o Senhor chama os ansiosos de HOMENS DE PEQUENA FÉ. Vejamos alguns argumentos contra a ansiedade:
1. Do maior para o menor. Se Deus nos deu um corpo com vida, nos dará alimento e veste – v. 25 = Deus é o responsável pela nossa vida, e pelo nosso corpo. E estes são mais importantes que o alimento e as vestes. Pois bem, se Deus já cuida do maior (nossa vida e nosso corpo), não podemos confiar nele para cuidar do menor (nosso alimento e nossas vestes?)
2. Do menor para o maior. As aves como exemplo – v. 26 = Aqui Jesus mostra o cuidado divino em alimentar seus discípulos. Os pássaros não semeiam, não colhem, não armazenam, mas Deus os alimenta. Eles não ficam desesperados, ansiosos, inquietos e fatigados. Disse Martinho Lutero: JESUS ESTÁ FAZENDO DAS AVES NOSSOS PROFESSORES E MESTRES. O MAIS FRÁGIL PARDAL SE TRANSFORMA EM TEÓLOGO E PREGADOR PARA O MAIS SÁBIO DOS HOMENS, DIZENDO: EU PREFIRO ESTAR NA COZINHA DO SENHOR. ELE FEZ TODAS AS COISAS. SABE DAS MINHAS NECESSIDADES E ME SUSTENTA. Se Deus cuida de suas pequenas criaturas, Ele também cuidará de seus filhos. QUAL É O PAI QUE SE O FILHO LHE PEDIR UM PEIXE LHE DARÁ UMA COBRA, OU SE PEDIR UM PÃO LHE DARÁ UMA PEDRA?
3. A preocupação é inútil – v. 27 = Côvado aqui não se refere a estatura (45 cm), mas prolongar a vida, dilatar a vida. A preocupação segundo Jesus, que já conhecia todos os meandros da medicina psicossomática, ao invés de alongar a vida, pode muito bem encurtá-la. Assim como deixamos essas coisas ao cuidado de Deus (pois certamente estão fora do nosso alcance) devemos deixar também as coisas menores como alimento e roupa (I Pe 5.7).
4. As flores como exemplo – v. 28-30 = As flores, os lírios, as papoulas silvestres que não trabalham e não fiam, que têm a vida curta se secam e são jogadas no fogo são vestidas com glória e nobreza régia, assim Jesus fiz para seus discípulos que nosso Pai providenciará para nós as vestes.
II. EXPLICAÇÕES NECESSÁRIAS
1. Os crentes, os discípulos não estão isentos de ganhar sua própria vida = Não podemos esperar o sustento de Deus assentados, de braços cruzados dizendo preguiçosamente MEU PAI CELESTE PROVERÁ. Temos de trabalhar “Se alguém não quer trabalhar também não coma.” Cristo usou o exemplo dos pássaros. Ele conhecia os hábitos alimentares dos pássaros: Uns comem sementes, outros peixes, outros são insetívoros, outros predadores. Deus os alimenta a todos, providenciando na natureza os recursos para que eles se alimentem. AS PLANTAS extraem do sol e do solo o seu sustento. Deus também nos supre, mas precisamos cooperar com nosso trabalho.
2. Os discípulos não estão isentos da responsabilidade com os outros = Se Deus promete alimentar os seus filhos, porque há tanta gente subnutrida e mal vestida? A razão mais óbvia deste grave problema não é a falta da provisão divina, mas uma injusta distribuição por parte do homem. A verdade é que Deus forneceu recursos amplos na terra e no mar, mas o homem açambarca, disperdiça ou estraga esses recursos e não os distribui. Nesse mesmo Evangelho de Mateus, onde Jesus diz que o Nosso Pai Celeste nos alimenta, diz que devemos alimentar os famintos e vestir os nus.
3. Os discípulos não estão isentos de dificuldades = Estar livre de preocupações e estar livre de dificuldades não é a mesma coisa. Cristo nos manda deixar de lado a ansiedade, mas não promete que seremos imunes a todos os infortúnios. Embora Deus vista a erva do campo, não impede que ela seja cortada e queimada. Embora Deus nos alimente, Ele não nos isenta das aflições e apertos, inclusive financeiros. Enfrentamos dissabores, tristezas, angústias, perigos, mas todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
III. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A VIDA DE DISCÍPULO – v. 31,32
Jesus está dizendo que a ansiedade é característica dos gentios, dos pagãos, daqueles que não conhecem a providência amorosa de Deus. A ansiedade é desconfiança com respeito a Deus, mas o discípulo pode dizer Rm 8.31,32.
A ambição daquele que não conhece pessoalmente a Deus é fazer da procura das coisas materiais o fim último da vida, mas isto não é compatível com a vida do discípulo.
IV. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM O BOM SENSO – v. 34 
Toda preocupação é sobre o amanhã, mas experimentada hoje. Sempre que ficamos ansiosos, ficamos preocupados no momento presente sobre alguma coisa que vai acontecer no futuro. Mas muitas vezes por algo que não chega a acontecer. Sofremos antecipadamente, desnecessariamente.
As pessoas se preocupam com exames, emprego, casas, saúde, namoro, empreendimento, dinheiro, investimentos… mas os temores e as preocupações muitas vezes jamais acontecerão.
Portanto, a preocupação é uma perda de tempo, de pensamento e de energia nervosa. Precisamos a viver um dia de cada vez. Devemos, naturalmente planejar o futuro, mas não ficarmos ansiosos quanto a ele. BASTA A CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL.
Portanto, porque antecipá-los? Se o fizermos nós os multiplicaremos, pois se nossos temores não se concretizarem, teremos nos preocupado em vão; no caso de se concretizarem, estaremos nos preocupando duas vezes em vez de uma.
V. QUAL DEVE SER A OCUPAÇÃO DO DISCÍPULO PARA NÃO TER UMA VIDA DE PREOCUPAÇÃO?
1. Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus = É buscar o governo, o domínio de Jesus em cada coração. É procurar colocar tudo debaixo do governo e controle de Jesus: LAR, CASAMENTO, FAMÍLIA, VIDA PROFISSIONAL, DÍVIDAS, LAZER. É investir a vida em valores eternos. É fazer tudo para a glória de Deus. É evangelizar.
2. Buscar a justiça de Deus = É ser protagonista de justiça de Deus num mundo de tantas injustiças. É se colocar contra a miséria, a exploração, a ganância e o preconceito. Precisamos ser agentes da justiça de Deus na história.
3. Resultados de buscar a Deus em primeiro lugar = “E as demais coisas vos serão acrescentadas” = Deus supre, Deus cuida. Dá paz, alegria, vida abundante e o pão, e as vestes, e tudo o mais. Amém.
                                                                                               Pr.Hernandes Dias Lopes

O sofrimento do cordeiro de Deus

Referência: ISAIAS 53
INTRODUÇÃO
Quero hoje falar sobre a vida de Jesus. Ele deixou a glória e a companhia dos querubins para se fazer carne e habitar entre nós. Sendo Deus exaltado se humilhou até a morte de cruz. Sendo Deus transcendente se esvaziou. Sendo rei dos reis se fez servo. Sendo infinito tornou-se um bebê enfaixado na manjedoura.
Veio cumprir o plano do Pai. Veio espontaneamente. Veio por amor. Veio buscar e salvar o perdido. Veio para salvar o pecador. Veio para desfazer as obras do diabo. Veio para vencer o pecado. Veio para triunfar sobre os principados e potestades. Veio para levar cativo o cativeiro. Veio para estabelecer o Reino de Deus. Veio para conquistar seu coração e remir a sua vida.
Não veio para ser servido, mas para servir. Não veio para ser aplaudido, mas para ser desprezado. Não veio para ser colocado num trono, mas para ser pregado numa cruz. Nasceu não para viver, mas para morrer.
Hoje vamos acompanhar seus passos, olhas suas feridas, enxergar seu triunfo e perceber sua recompensa.
I. O SOFRIMENTO DE JESUS
Cresceu diante de Deus como um broto tenro numa terra crestada e esbraseante. A terra lhe era inimiga, seca, árida, negou-lhe a seiva. Torturado e retorcido, planta feia e sem nobreza, não atrai quem passa.
v. 2 “…”
Seu sofrimento é repulsivo = ao vê-lo “os homens escondem o rosto.” (v.3).
Seu sofrimento não causa preocupação = “e dele não fizemos caso…” (v.3).
Tem do sofrimento uma experiência íntima e longa = “Homem de dores e sabe o que é padecer…” (v.3).
1. O sofrimento moral
1.1. Rejeição – v. 3
Jesus foi desprezado, mas diz o texto que foi “O MAIS rejeitado entre os homens.”
a) Ele foi rejeitado pelo seu povo = “Ele veio para os seus, mas os seus não o receberam.”
b) Ele foi rejeitado pelos religiosos da sua época = que lhe chamaram de fanático, mentiroso, blasfemo, pecador, beberrão e até de possesso de belzebu.
c) Ele foi rejeitado pela mesma multidão que o ovaciona = empolgada com seus milagres, agora como uma turba, uma súcia sanguisedenta, perversamene grita diante de Pilatos: “crucifica-o, crucifica-o” – “Caia sobre nós o sangue dele.”
d) Ele foi rejeitado pela multidão de discípulos que não gostaram da sua pregação radical = e por isso o abandonaram e já não mais o seguiam.
e) Ele foi rejeitado pelas autoridades romanas que se sentiram incomodadas com Ele = Herodes, o grande, o quis matar quando infante. Pilatos covardemente o entregou para ser crucificado. Herodes Antipas, o escarneceu quando Cristo não quis fazer nenhum milagre para satisfazer seus caprichos.
f) Ele foi rejeitado pelas autoridades judaicas = o sinédrio forjou testemunhas falsas para acusá-lo. Acusaram-no de blasfemo. Cuspiram-lhe no rosto e o levaram a Pilatos.
g) Ele foi rejeitado pelos apóstolos = que na sua agonia maior todos fugiram e o abandonaram.
h) Ele foi rejeitado por Judas = que o traiu e o vendeu por preço iníquo.
i) Ele foi rejeitado por Pedro = que o negou reincidentemente e covardemente, afirmando, jurando e praguejando que não o conhecia.
j) Ele foi rejeitado por Deus = quando se fez pecado, quando se fez maldição. Quando levou sobre si os nossos pecados. “Deus meu, Deus meu….”
k) Ele ainda tem sido rejeitado por todos aqueles que amam mais o pecado que o levou à cruz do que a Ele.
1.2. Humilhação
- O Sinédrio o humilhou cuspindo nele,
- Os soldados o humilharam colocando na sua cabeça uma coroa de espinhos, dando-lhe pancadas na cabeça.
- Jesus foi humilhado ao ter que carregar uma cruz pelas ruas mais agitadas de Jerusalém em pleno dia de festa, sendo companheiro de dois ladrões, como se fosse da mesma estirpe.
- Ele foi humilhado pelos açoites, pela gritaria infernal de seus algozes, pelo escárnio da multidão tresloucada; foi humilhado quando o despiram na cruz e rasgaram suas vestes. “Ele foi humilhado até a morte e morte de cruz.”
- Ele foi humilhado quando clamou que estava com sede e lhe deram vinagre para aguçar-lhe a tortura
2. O sofrimento físico
2.1. Semblante desfigurado – v.2
- Quando Jesus foi pregado na cruz toda maldade do nosso pecado estava sobre ele. Toda feiúra da nossa iniqüidade estava sobre ele. Toda mentira, todo crime horrendo, todo adultério desonroso, toda maldade vil, toda impureza nojenta estava caindo sobre ele. Seu rosto ficou transfigurado. Ele foi feito pecado. Ele foi feito maldição. Naquela hora não havia beleza nele. Ele estava carregando no seu corpo todos os nossos pecados, todas as nossas mazelas, toda a nossa sujeira e desgraça.
- Sua feiúra era a nossa feiúra nele. Suas feridas eram as nossas feridas nele. Suas chagas eram as nossas chagas nele. Sua morte era a nossa morte nele.
- Toda a tragédia do mundo estava sobre ele. Isso é tremendo!
2.2. Torturas crudelíssimas – v. 4b,5,10
- Na noite em que foi preso, sua alma estava angustiada até à morte. Sendo o libertador foi preso. Sendo santo foi escarnecido como criminoso. Sendo Deus louvado pelos querubins foi cuspido pelos homens. Sendo o criador foi açoitado pela criatura. 
- Agora, já devorado pelos chicotes, com seu rosto ensangüentado empreende a longa caminhada para o calvário. Sua fronte ferida pelos espinhos. Seu corpo febril lateja debaixo do suplício brutal. Começa a grande marcha para o monte do juízo. A maior marcha da história, não com a roda dos carros de guerra, nem com o estrupido febril dos cavalos, mas com o ruído dos passos de um homem, andando sob o peso de seu próprio cadafalso.
- Jesus marcha arrastando consigo todas as máscaras da humanidade. Marcha debaixo da zombaria da multidão. Caminha cambaleante sob o peso cruel do madeiro. Seu corpo ferido, surrado, ensangüentado titubeia, perde o equilíbrio e tomba esmagado pelo fardo. A multidão brada: o chicote! O chicote! O cortejo macabro prossegue, avança e Jesus debaixo de inflamadas chicotadas e escárnios chega ao topo do calvário.
- A tortura continua. Jesus é erguido naquele leito vertical da morte. Foram seis horas de vergonha e horror. Suas mãos puras e santas, mãos que curaram os cegos e aleijados, mãos que levantaram os mortos e abraçaram as crianças, agora são rasgadas pelos pregos malditos. Seus pés que sempre andaram para levar as boas novas de salvação, foram dilacerados pelos cravos da tortura.
- Ali sofreu dor, sede, vergonha, humilhação, abandono, a morte. Ali desceu ao inferno por nós e arrancou das mãos do diabo as chaves da morte e do inferno.
- Até o universo entrou em convulsão com as dores de Jesus e as trevas cobriram a terra em pleno meio dia e as pedras se arrebentaram de dor e rolaram para os vales.
- Isaías 53.5: “JESUS FOI FERIDO”. Ferimentos, de acordo com a definição de um cirurgião, podem ser classificados por suas características:
1. Contusão = É uma ferida produzida por um instrumento grosso e cego. Esta ferida resultaria de um golpe com vara, como profetizado em Miquéias 5.1: “Ferirão com a vara a face ao juiz de Israel” e Mt 16.67: “O esbofetearam com varas” e Jo 18.22: “Um dos guardas deu uma bofetada em Jesus com uma vara.”. 
2. Laceração = É um ferimento produzido por um instrumento que rasga. A laceração dos tecidos era o resultado dos açoites e estes tinham-se tornado uma fina arte entre os romanos, quando o nosso Senhor foi submetido à tortura. O chicote romano era uma tira de couro com várias extremidades, cada uma com uma ponteira de metal ou de marfim, que, quando usado por um perito, o castigado bem poderia dizer: “Sobre o meu dorso lavraram os aradores; nele abriram longos sulcos” (Sl 129.3). Em Jo 19,1 lemos: “Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo”. Suas costas além de laceradas, a cruz foi colocada e com ela ele foi até o lugar chamado Calvário.
3. Penetração = Trata-se de um ferimento profundo causado por um instrumento pontiagudo. Este ferimento foi causado pelos espinhos da coroa que colocaram sobre a sua cabeça. Os soldados pressionaram este diadema cruz em sua cabeça (Jo 19.2), ferimentos que se aprofundaram quando batiam em sua cabeça com o caniço (Mt 27.30).
4. Perfuração = Perfurar vem do latim e significa “Passar através de”. Traspassaram-me as mãos e os pés” (Sl 22.16). Os cravos de ferro eram cravados entre os ossos, separando-os sem quebrá-los.
5. Incisão = É um corte produzido por um instrumento pontiagudo e cortante. “Um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” (Jo 19.34). Esta ferida foi tão grande que Tomé poderia ter posto sua mão dentro dela. Que a contemplação desses ferimentos possa aprofundar o nosso amor por aquele que foi ferido pelas nossas iniqüidades.
II. POR QUE JESUS SOFREU?
1. Porque levou sobre si os nossos pecados – v. 5,6,8
- Quem matou Jesus não foram os açoites, nem os soldados, nem a cruz. Quem matou Jesus fomos nós. Foram os nossos pecados.
- Ali na cruz Ele foi moído pelos nossos pecados. Ali Ele foi torturado. Foi traspassado. Ali o negror dos nossos pecados caíram sobre Ele.
- Ali Ele sorveu o cálice amargo do juízo de Deus, da repulsa que Deus tem pelo pecado. Ali a espada da lei exigiu a sua morte porque Ele foi feito pecado por nós.
- Ali Ele sentiu o próprio desamparo de Deus: Ali Deus julgou o nosso pecado na carne do Seu Filho. Ali Deus condenou a nossa condenação no corpo do Seu Filho. Ali Deus derramou a sua ira que devia cair sobre nós, sobre o Seu Filho. Ali Deus satisfez sua justiça violada por nós, na morte do Seu Filho.
- Cristo morreu pelos nossos pecados. Sua morte foi vicária. Foi substitutiva. Ele tomou o nosso lugar. Na cruz Ele foi abandonado e desamparado para que fôssemos aceitos. Ali Ele foi condenado pela lei para que fôssemos libertos da lei. Ali Ele bebeu o amargo fel para que pudéssemos beber a água da vida. Ali Ele morreu para que pudéssemos ter vida eterna
2. Porque tomou sobre si as nossas enfermidades – v. 4,5,20
- Jesus carregou não só nossos pecados sobre a cruz, mas também nossas doenças, nossas enfermidades. Ali no calvário Ele estava abrindo uma fonte de cura. Ali Ele ficou chagado, ferido, moído, enfermado para que hoje pudéssemos receber dele a cura. “Pelas suas pisaduras nós somos sarados.”
- As chagas dele eram as nossas chagas. As feridas dele eram as nossas feridas. A doença dele eram as nossas doenças.
III. A REAÇÃO DE JESUS AO SOFRIMENTO DA CRUZ
1. Sendo justo e puro foi para a cruz como Cordeiro sem abrir a boca – v. 7,9
- Como reagiu Jesus a todo esse sofrimento? Rebelou-se? Não! Ele sofreu como um cordeiro manso, paciente e silencioso. Quando o levaram a morte, ele não lutou, nem bradou por vingança ou por socorro.
- A ovelha não escoiceia os tosquiadores cujas mãos grosseiras a subjugam e a despem da lã. Assim foi Jesus: presa de violência, nem se defendeu, nem agrediu, sofreu em silêncio. Sofreu voluntariamente, sofreu por amor.
2. Intercedeu pelos seus algozes – v. 12
- Em vez de vingar-se, de falar impropérios e despejar libelos acusatórios contra seus algozes bestiais, Jesus intercede por eles, ministrando-lhes seu amor e seu perdão.
- “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.”
IV. A RECOMPENSA DE JESUS – v. 11
- “Ele verá o fruto do seu penoso trabalho e ficará satisfeito.” (v. 11).
- Hb 12.2 “…o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia…”.
- A recompensa de Jesus é VOCÊ! É seu arrependimento. É sua volta para Ele. É sua conversão. Rejeitar Jesus é crucificá-lo de novo. É cuspir em seu rosto outra vez. É zombar e escarnecer dele. Recebê-lo, amá-lo é ministrar alegria a Ele. Cristo suportou tudo para conquistar você e o seu amor! Você é a recompensa de Jesus! Amém.
                                                                            Pr. Hernandes Dias Lopes

 

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