Texto: Lc. 23:33 a 43
OS FRUTOS DA JUSTIFICAÇÃO
Texto: Rm. 5:1 a 11
Quais os benefícios ou frutos da justificação? Tudo o que vai a seguir dependerá dessa afirmação: Justificados, pois, mediante a fé... (v. 1). Paulo ensinou a respeito da necessidade da justificação (1:18 a 3:20), e do meio pelo qual fomos justificados (3:21 – 4:25). Portanto, a primeiríssima providencia é um autoexame sincero e criterioso, a fim de descobrirmos se já fomos justificados, ou seja, se já somos salvos pela graça de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Vejamos então quais são os frutos ou consequências da justificação pela fé em Cristo Jesus:
1. “... temos paz com Deus...” (v. 1): A busca pela paz - seja no âmbito internacional, familiar ou pessoal – é uma obsessão universal do ser humano. Muito mais fundamental do que todas estas, porém, é a paz com Deus, o relacionamento de reconciliação com Ele, o qual se constitui na primeira bênção da justificação. Muitos problemas nesse mundo tendem a roubar nossa alegria, tranquilidade, conforto, etc. Mas não podem roubar a paz daqueles que já foram reconciliados com Deus, por meio de Jesus Cristo.
2. “a esta graça na qual estamos firmes...” (v. 2a): A Palavra do Senhor diz que nós obtivemos acesso, ou seja, foi Deus que nos colocou nessa posição privilegiadíssima, e não apenas isso, mas Ele também nos firmou. O crente justificado desfruta de uma bênção muito mais grandiosa do que uma simples aproximação periódica de Deus, ou uma audiência esporádica com o rei. Nós temos o privilégio de viver no templo e no palácio. Nós não vivemos caindo nas graças de Deus e depois perdendo o seu favor. Não! Nós estamos firmes nela, pois é esta a natureza da graça. Nada pode separar-nos do amor de Deus... (Rm. 8:38ss.).
3. “... e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (v. 2b): A esperança cristã não é algo incerto como nossas esperanças comuns do dia-a-dia, é uma expectativa jubilosa e confiante que se baseia nas promessas de Deus. Sua glória já se manifesta continuamente nos céus e na terra (Sl. 19:1 a 4), já se manifestou de maneira única e incomparável na pessoa de Jesus Cristo (Jo. 1:14), mas ainda se manifestará de forma final e definitiva e toda carne a verá, diz Is. 40:5, pois a boca do Senhor o disse.
4. “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações...” (vv. 3 a 8): As tribulações ou sofrimentos mencionados aqui, não são aquelas experiências que nós às vezes chamamos de “provações e tribulações” de nossa existência terrena, referindo-nos às nossas dores, temores e frustrações, privações e desapontamentos. A palavra usada indica literalmente pressões, referindo-se especificamente a oposição e perseguição por parte de um mundo hostil. Segundo Jesus, essa é uma consequência natural da vida do crente nesse mundo (Jo. 16:33), sendo prova de nosso relacionamento com Deus, o que se constitui numa bem-aventurança (Mt. 5:10 a 12). Um cristianismo que nada custa, nada vale (J.C. Ryle). Portanto, Jesus espera que não apenas suportemos as pressões, mas que nos alegremos nelas.
5. “...sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira...” (vv. 9 e 10): Agora Paulo olha para frente, para os frutos que ainda virão. Tem muita coisa boa ainda para acontecer. A volta de Jesus não será um dia feliz para todos, será o dia da ira de Deus, dia da volta de Jesus Cristo como Juiz, terrível Juiz, que tomará vingança contra todos os que não tiveram amor pela verdade da Palavra do Senhor (Jo. 16:8 a 11 e 2 Ts. 2:9 a 12). É dessa ira que estamos sendo poupados pela bênção da justificação. Então, é certo dizer que o melhor ainda está por vir.
6. “...mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo...” (v. 11): E então temos a conclusão: Jamais devemos nos esquecer de que tudo é para a glória de Deus: Rm. 11: 36Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Ou como em 1 Co. 8: 6todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.
DIFICILMENTE O CRESCIMENTO ESCAPA DO ORGULHO E O ORGULHO ESCAPA DA QUEDA
Certo ditado popular diz: “Há três coisas na vida que nunca
voltam atrás: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”. Já
Winston Churchill disse: As oportunidades são como o nascer do Sol: se você
esperar demais, vai perdê-las. Oportunidade perdida! É disso que queremos
tratar.
Observe o texto indicado. Ali estavam 3 cruzes e uma multidão
que era composta, segundo o texto de Lucas, de observadores, autoridades que
zombavam, e soldados que escarneciam. Mateus acrescenta que as pessoas
balançavam a cabeça com desprezo (Mt. 27:39). A cruz do centro era de Jesus, a
cruz da Redenção. Em uma das cruzes ao lado estava um malfeitor que se
arrependeu, e reconheceu em Jesus o Salvador e Senhor. Na outra cruz estava
outro malfeitor, contudo esse rejeitou a Jesus e sua Salvação.
Passadas
algumas horas todos os três crucificados morreram. O que estava na cruz do
centro, Jesus, morreu como oferta por nossos pecados. O que recebeu a Jesus
como Salvador e Senhor, morreu para os pecados, e nasceu para Deus. Aquele que
rejeitou a Jesus morreu em seus delitos e pecados, morreu eternamente. Essa é a
história da maior de todas as oportunidades perdidas. De alguma forma essa cena
da crucificação de Jesus representa toda a humanidade. De que lado você está?
Do lado da redenção ou da rejeição? Ou está do lado dos que observam, zombam e
escarnecem? Acredite, não existe nenhuma outra opção!
A Bíblia apresenta todo sofrimento que Jesus passou por mim e
por você. Antes de chegar à cruz Ele foi esbofeteado, chicoteado, cuspido,
coroado com espinhos, e os soldados romanos, com desprezo, se ajoelharam diante
dEle, depois de maltratá-Lo e disseram: “Salve, rei dos judeus”, para em
seguida voltar a espancá-LO. Contudo, suas primeiras Palavras na cruz foram: Pai,
perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem... (v. 34).
Naquele momento não havia nenhuma esperança na terra, Jesus
então olha para cima, para o céu e diz: “Pai...”, não para pedir que lhe
aliviasse a dor, nem que tomasse vingança contra seus “inimigos”, mas para
pedir ao Pai que os perdoasse, pois não sabiam o que faziam. Um dos malfeitores
começa a desafiar a Jesus para que descesse da cruz. Você se lembra do ensino
de Jesus a Nicodemos? A salvação viria quando Jesus fosse levantado na cruz
(Jo. 3:14 e 15), não por descer dela. Ora, se Jesus atendesse esse pedido não
haveria salvação para nenhum de nós.
Ao defender Jesus, o outro malfeitor dá início à sua caminhada
em direção a salvação. 1) Ele reconhece seu pecado; 2) Reconhece que Jesus não
tinha pecado (v. 41); e, 3) Reconhece ser Jesus o salvador, pede por sua
misericórdia e por sua salvação (v. 42). A resposta de Jesus não deixa dúvida: “...hoje
estarás comigo no paraíso” (v. 43). Ele teve seu pecado imediatamente
perdoado, mediante o arrependimento e pedido da salvação. Certamente ele ouviu
o pedido de Jesus ao Pai para que perdoasse os pecados daquelas pessoas, mas
não descansou nisso. Ele sabia que precisava expressar seu arrependimento e
pedir sua salvação. Ele não desperdiçou a oportunidade extraordinária que
surgiu nos últimos momentos de sua vida.
Rev. Carlos Garcia
OS FRUTOS DA JUSTIFICAÇÃO
Quais os benefícios ou frutos da justificação? Tudo o que vai a seguir dependerá dessa afirmação: Justificados, pois, mediante a fé... (v. 1). Paulo ensinou a respeito da necessidade da justificação (1:18 a 3:20), e do meio pelo qual fomos justificados (3:21 – 4:25). Portanto, a primeiríssima providencia é um autoexame sincero e criterioso, a fim de descobrirmos se já fomos justificados, ou seja, se já somos salvos pela graça de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Vejamos então quais são os frutos ou consequências da justificação pela fé em Cristo Jesus:
1. “... temos paz com Deus...” (v. 1): A busca pela paz - seja no âmbito internacional, familiar ou pessoal – é uma obsessão universal do ser humano. Muito mais fundamental do que todas estas, porém, é a paz com Deus, o relacionamento de reconciliação com Ele, o qual se constitui na primeira bênção da justificação. Muitos problemas nesse mundo tendem a roubar nossa alegria, tranquilidade, conforto, etc. Mas não podem roubar a paz daqueles que já foram reconciliados com Deus, por meio de Jesus Cristo.
2. “a esta graça na qual estamos firmes...” (v. 2a): A Palavra do Senhor diz que nós obtivemos acesso, ou seja, foi Deus que nos colocou nessa posição privilegiadíssima, e não apenas isso, mas Ele também nos firmou. O crente justificado desfruta de uma bênção muito mais grandiosa do que uma simples aproximação periódica de Deus, ou uma audiência esporádica com o rei. Nós temos o privilégio de viver no templo e no palácio. Nós não vivemos caindo nas graças de Deus e depois perdendo o seu favor. Não! Nós estamos firmes nela, pois é esta a natureza da graça. Nada pode separar-nos do amor de Deus... (Rm. 8:38ss.).
3. “... e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (v. 2b): A esperança cristã não é algo incerto como nossas esperanças comuns do dia-a-dia, é uma expectativa jubilosa e confiante que se baseia nas promessas de Deus. Sua glória já se manifesta continuamente nos céus e na terra (Sl. 19:1 a 4), já se manifestou de maneira única e incomparável na pessoa de Jesus Cristo (Jo. 1:14), mas ainda se manifestará de forma final e definitiva e toda carne a verá, diz Is. 40:5, pois a boca do Senhor o disse.
4. “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações...” (vv. 3 a 8): As tribulações ou sofrimentos mencionados aqui, não são aquelas experiências que nós às vezes chamamos de “provações e tribulações” de nossa existência terrena, referindo-nos às nossas dores, temores e frustrações, privações e desapontamentos. A palavra usada indica literalmente pressões, referindo-se especificamente a oposição e perseguição por parte de um mundo hostil. Segundo Jesus, essa é uma consequência natural da vida do crente nesse mundo (Jo. 16:33), sendo prova de nosso relacionamento com Deus, o que se constitui numa bem-aventurança (Mt. 5:10 a 12). Um cristianismo que nada custa, nada vale (J.C. Ryle). Portanto, Jesus espera que não apenas suportemos as pressões, mas que nos alegremos nelas.
5. “...sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira...” (vv. 9 e 10): Agora Paulo olha para frente, para os frutos que ainda virão. Tem muita coisa boa ainda para acontecer. A volta de Jesus não será um dia feliz para todos, será o dia da ira de Deus, dia da volta de Jesus Cristo como Juiz, terrível Juiz, que tomará vingança contra todos os que não tiveram amor pela verdade da Palavra do Senhor (Jo. 16:8 a 11 e 2 Ts. 2:9 a 12). É dessa ira que estamos sendo poupados pela bênção da justificação. Então, é certo dizer que o melhor ainda está por vir.
6. “...mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo...” (v. 11): E então temos a conclusão: Jamais devemos nos esquecer de que tudo é para a glória de Deus: Rm. 11: 36Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Ou como em 1 Co. 8: 6todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.
Rev. Carlos
Garcia
Nunca houve um cedro como o que representa o Egito nas profecias de Ezequiel, quase 600 anos antes de Cristo. Cresceu tanto para cima que seus galhos alcançavam as nuvens dos céus. Cresceu tanto para baixo que suas raízes chegavam às correntezas do subsolo. Cresceu tanto para os lados que aves faziam ninhos em seus galhos e os animais davam cria à sua sombra. Por ter sido muito bem regado, este cedro era mais bonito que qualquer outro.
Porém, houve um problema muito sério com ele: "Conforme crescia, também aumentava o seu orgulho" (Ez. 31.10). Por causa disso, Deus deixou que os estrangeiros derrubassem o cedro do Líbano, isto é, o Egito. A árvore morreu e foi jogada para sempre no mundo dos mortos.
Crescimento e orgulho, orgulho e queda são duas duplas de irmãos siameses. Dificilmente o crescimento escapa do orgulho e o orgulho, da queda.
Para não permitir o crescimento (que faz parte dos planos de Deus) e nos poupar da presença da soberba (que faz parte da natureza humana), Deus, preventivamente, toma algumas providências para evitar a queda e o desastre total.
A uma dessas providências, Paulo dá o nome de "espinho na Carne". Por ser um assunto pessoal, o apóstolo não entra em detalhes sobre ele, mas diz o suficiente. Ele tinha consciência e convicção de que o "espinho na carne" existia
para que ele não ficasse orgulhoso demais por causa das coisas maravilhosas que havia visto e ouvido por ocasião de seu arrebatamento ao terceiro céu (2 Co. 12.7). Embora lhe causasse sofrimento e fosse um incômodo perene (um remédio por toda a vida), Paulo, depois de receber três "nãos" consecutivos de Deus em resposta às suas orações, aceitou a medicação. O apóstolo chegou à conclusão de que o "espinho na carne", além de funcionar, é uma bênção da parte de Deus. Graças a ele, Paulo não seria jamais um cedro do Líbano derrubado, entre os muitos do passado e do presente. "Quando perco toda a minha força" -- explica o homem que se converteu a Cristo na estrada de Damasco alguns anos antes -- "então tenho a força de Cristo em mim" (2 Co. 12.10). Do antigo cedro dizia-se: "Conforme crescia, também aumentava seu orgulho". De Paulo, dizia-se: "Conforme cresce, também aumenta a dependência de Deus para sobreviver".
O cristão precisa entender que a falta de saúde, de recursos, de aplausos e a presença dolorosa e constante da pecaminosidade latente, entre outras situações, são experiências doídas que ele deve suportar. Até as nuvens da provação têm seu ministério. De acordo com o missionário escocês Hugh Edward Alexander, "há uma chuva de bênçãos escondidas nas nuvens negras".
(Extraído: Revista Ultimato – Edição: Dezembro/2012)
A TENTAÇÃO
Você sabe o que existe entre
você e o seu próximo pecado? Existe uma coisa chamada tentação. A tentação se
coloca entre você e a santidade. Por mais que você não reconheça, você foi
tentado antes de pecar.
A Bíblia nos ensina algo
fantástico sobre isto em Tiago 1: 12-15:
V14: “..., cada um é tentado
pela sua própria cobiça, quando esta o atraí e seduz.”
Qual é a verdadeira causa
destas tentações? são os produtos das lojas, ou os filmes pornográficos que nos
fazem pecar? NÃO! Não é nada externo.
Tg. 4:1 “De onde procedem
guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam
na vossa carne?”
Rm. 13:14 “mas revesti-vos
do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às
concupiscências.
As tentações só são tentações
por causa do que está dentro de nós, não podemos culpar alguém ou algo. Jogar a
culpa naquilo que está fora de nós tem sido a forma de fugirmos à
responsabilidade: “a mulher que me deste por esposa”, “a tentação era forte
demais; não pude como evitar”, “o diabo me fez fazer isto”
O apóstolo Paulo enfrentou
muitas tentações, mas aprendeu uma verdade notável sobre como resistir a elas.
Em vez de dar desculpas, ele aprendeu o seguinte:
1 Co. 10:13 “Não vos
sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que
sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a
tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”
Que maravilha! Deus nunca
permite que sejamos tentados além de nossas forças. Mas não pára por aí! Ele
próprio abre o caminho para que você se livre da tentação.
FÉ APROVADA – CERTEZA DA SALVAÇÃO
Texto: 1 Jo. 5:1 a 12
João está perto de concluir sua
1ª epístola, e seu propósito é que saibamos “... que tendes a vida eterna, a
vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1 Jo. 5:13), aliás, é o
mesmo propósito revelado no encerramento de seu evangelho, quando João registra
que Jesus fez muitos outros sinais (v. 20), e conclui: “Estes, porém, foram
registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que,
crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo. 20:31). O Espírito Santo quer conscientizar-nos
que a maior dádiva de Deus, que o grande descanso de nossas almas, é a certeza
da salvação. Dentro de alguns poucos anos, comparados à eternidade, acredite,
nada mais fará a mínima diferença, a não ser o local eterno onde estivermos.
Os primeiros cinco versos do texto indicado nos ensinam as seguintes verdades absolutas: 1) A convicção da salvação vem através da confissão de que Jesus é de fato o único Salvador; 2) Essa confissão não é subjetiva, não é de palavras apenas, mas deve ser demonstrada através do amor a todos os crentes, a todos os nascidos de Deus (v. 1). 3) Posso provar que amo a Deus e aos seus filhos, quando obedeço aos seus mandamentos (v. 2).
Aqui está um círculo em que não pode faltar nenhum elo: Amor, verdade e santidade. A santidade é demonstrada na guarda dos mandamentos, que indica uma verdadeira confissão de Jesus como Salvador, que inevitavelmente é demonstrado na prática do amor aos nossos irmãos, também nascidos de Deus.
Para todos os nascidos de Deus, genuínos crentes, os Seus mandamentos não são penosos (v. 3). Isso foi o que João ouviu de Jesus: “... sou manso e humilde de coração, ..., o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt. 11:28 a 30). Além do mais, “todo o que é nascido de Deus, vence o mundo” (v. 4), e esses são os que creem em Jesus como salvador (v. 5). Os chamados “heróis da fé” do cap. 11 de Hebreus provam a verdade dessa afirmação, homens que abriram mão da conquista de bens, riquezas, realizações e posições destacadas nesse mundo, homens “... dos quais o mundo não era digno” (v. 38), homens que aguardavam “... a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (v. 10), homens que aspiravam “... uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus” (v. 16).
João então passa ao testemunho a respeito de Jesus, não testemunho humano apenas, mas também do próprio Deus. Jesus veio por meio da água e do sangue (vv. 6 a 9), ou seja, seu ministério teve início em seu batismo, quando João Batista viu o Espírito Santo descer sobre Ele (Jo. 1:31 a 33), e o principal, as palavras vindas de Deus: “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt. 3:17). O sangue faz referencia à crucificação de Jesus em nosso favor. Por ocasião de sua morte na cruz, novamente o Pai deu testemunho dele: veio escuridão sobre a terra, o véu do templo se rasgou de alto a baixo, houve um tremor de terra e mortos saíram dos sepulcros (Mt. 27:45, 51 a 53).
Por tudo isso João, inspirado pelo Espírito Santo, conclui que qualquer pessoa que não dá crédito ao que foi escrito, e não confessa Jesus como Salvador, faz Deus mentiroso (v. 10), e assim será condenado ao sofrimento eterno, não porque Deus o manda para o inferno, mas porque rejeitou o único que poderia salvá-lo do castigo eterno, a saber, Jesus Cristo.
Assim termina o verso 12: “Aquele
que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”.
A vida eterna não é uma conquista em função do que fizermos, muito pelo
contrário, é uma dádiva de Deus, um presente dado por Deus, em função de Seu
grande amor para conosco (Jo. 3:16). Um presente é recebido ou rejeitado. Você
já recebeu a Jesus como seu Salvador pessoal? Você pode provar isso pela guarda
dos mandamentos de Deus? Você pode provar isso por seu amor demonstrado aos
irmãos?
PORVENTURA, QUEREIS TAMBÉM VÓS OUTROS RETIRAR-VOS?
o capítulo 6 do Evangelho de
João, Jesus fala objetivamente à multidão que o seguia: “Eu sou o pão da
vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.”
Apesar da objetividade e
clareza das palavras, a constatação de Jesus é de que fora rejeitado pela
maioria: “...embora me tenhais visto, não credes”. Uma multidão que o
seguia não para adorá-Lo como Deus, mas apenas para satisfazer os seus próprios
desejos: o cego queria enxergar; o paralítico, andar; o leproso, ser curado; o
que tinha fome, alimentar-se.
Nos dias de hoje, o homem
continua buscando Deus para ter as suas necessidades saciadas; e nisto não tem
mal algum. Contudo, buscar Deus apenas por aquilo que perece, como se Ele
estivesse do outro lado de um balcão de negócios; isto de fato O aborrece.
Alguns têm buscado Deus para suprir as suas necessidades imediatas.
A multidão racionalizou aquelas
palavras de Jesus. Quando Jesus falou que eles precisavam comer a Sua carne e
beber o seu sangue (V.56-57) para que pudessem ganhar a vida eterna, aqueles
homens resmungaram: Duro é este discurso, quem o pode ouvir? (V.60) e
então, O abandonaram.
Jesus estava dando uma condição
para que aqueles homens tivessem as suas vidas transformadas: receber Jesus
como Senhor. Mas, eles não estavam dispostos àquilo; e assim, preferiram
abandonar a Jesus. Estavam dispostos a terapenas uma relação superficial com
Jesus, onde não fosse necessário abandonar pecados, deixar de lado hábitos do
velho homem que desagradam a Deus. Eram capazes de até se emocionarem com os
grandes feitos de Jesus, mas só isso. Em seguida, voltariam para as suas casas
para viverem mediocremente.
Jesus então se voltou para os
Seus discípulos e disse: “Porventura, quereis também vós outros
retirar-vos?” (V.67). Esta pergunta Jesus sempre nos faz: 1) quando os
nossos filhos estão em dificuldades e ficamos desesperados. Jesus nos pergunta:
E aí, você vai me abandonar por este motivo? 2) Quando estamos passando por
crise no casamento. Jesus nos pergunta: E aí, você vai me abandonar por este
motivo? 3) Quando estamos com problemas de saúde. Jesus nos pergunta: E aí,
você vai me abandonar por este motivo? 4) Quando estamos com problemas de
relacionamento com o próximo. Jesus nos pergunta: E aí, você vai me abandonar
por este motivo?
Pedro,
apesar da pressão da multidão, reconheceu que fora dos ensinamentos de Jesus só
haveria decepção. Pedro sabia que agir em desconformidade com a Palavra de
Jesus era pedir a morte. Então, ele deu a resposta que também deve ser a nossa
resposta para Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida
eterna”. (V.68)
Rev. Ronald Lameira da Silva
A CONTRIBUIÇÃO QUE GLORIFICA A DEUS
É
conhecida a expressão “contribua de acordo com a sua renda para que Deus não
torne a sua renda de acordo com a sua contribuição”. A contribuição com a obra
de Deus e a oferta aos pobres e necessitados é uma prática bíblica
inquestionável. Infelizmente, vivemos hoje dois extremos nesta questão: aqueles
que ultrapassam os limites das Escrituras e gananciosa e astuciosamente
arrancam o último vintém dos incautos, mercadejando a Palavra de Deus e
vendendo no balcão da fé a sua graça e aqueles que amam mais o dinheiro do que
a Deus e fecham o coração e o bolso, negligenciando a graça da contribuição,
sendo infiéis na mordomia dos bens.
A
devolução dos dízimos é um ensino bíblico insofismável, presente antes da lei,
durante e lei e depois da lei. A contribuição pessoal, voluntária, generosa,
sistemática e alegre está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. O
rei Davi ofereceu-nos alguns princípios importantes sobre a contribuição que
glorifica a Deus, quando se preparava para a construção do templo de Jerusalém.
Vejamos:
Devemos contribuir porque a obra de Deus a ser
realizada é muito grande – 1 Cr 29:1
Davi disse: “... esta obra é grande; porque o
palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus”. Davi estava construindo o
templo e o palácio. Queria fazer o melhor e dar o melhor para Deus. Tudo o que
fazia não era pensando nos homens, mas em Deus. Igualmente, a igreja está
realizando uma grande obra: não apenas na construção e ampliação de templos,
mas na expansão do Reino de Deus. Há templos a serem construídos, igrejas a
serem plantadas, pessoas necessitadas a serem assistidas, missionários a serem
enviados, muito terreno a ser conquistado aqui e além fronteira.
Davi, com todas as suas forças preparou para a Casa
de Deus, em abundância, aquilo que existia de melhor. Deus é dono de tudo. Tudo
o que temos vem das suas mãos. Tudo o que damos, também procede de suas
dadivosas mãos. Ele é Deus de primícias. Ele merece o melhor e não as sobras.
As coisas de Deus precisam ser feitas com excelência. Não podemos ofertar a
Deus com usura, pois ele não nos dá suas bênçãos por medida. Ao ofertar ao
Senhor, devemos colocar aí o nosso coração e a nossa força.
Devemos contribuir motivados por grande amor a
Deus e a sua obra – 1 Cr 29:3
Davi não apenas recolheu ofertas dos outros, mas ele
pessoalmente, deu para a Casa do seu Deus o ouro e a prata particulares que
tinha. E fez isso, porque amava a Casa do seu Deus. Quem ama dá. Quem ama é
pródigo em ofertar. Nosso amor por Deus não passa de palavrório vazio se não
ofertamos ao Senhor com generosidade. Nossa contribuição, ainda que
sacrificial, não tem valor diante de Deus, se não é motivada pelo nosso amor ao
Senhor e a sua obra. O apóstolo Paulo diz que ainda que entreguemos todos os
nossos bens para os pobres, se não tivermos amor, nada disso aproveitará.
Devemos contribuir espontaneamente motivados
pela alegria de Deus – 1 Cr 29:5-9
A contribuição é uma graça que Deus nos dá. É um
privilégio ser cooperador com Deus na sua obra. O ato de contribuir é uma
expressão de culto e adoração. Deus ama a quem dá com alegria. A voluntariedade
e a alegria são ingredientes indispensáveis no ato de contribuir. Davi
perguntou ao povo: “Quem está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao
Senhor?... O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de
coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou
com grande júbilo” (1 Cr 19:5,9). Devemos vir ao gazofilácio para ofertar,
exultando de alegria e não com tristeza.
Devemos contribuir conscientes de que Deus é
dono de tudo e que tudo deve ser feito para a sua glória – 1 Cr 29:10-22
O resultado da alegre, generosa e abundante oferta
do rei e do povo foi a manifestação da glória de Deus. Davi louvou a Deus pela
sua glória, poder e riqueza, reconhecendo que as ofertas que deram tinham vindo
do próprio Deus. O povo adorou a Deus e houve grande regozijo. O maior
propósito da nossa contribuição deve ser a manifestação da glória de Deus. O
Senhor é mais glorificado em nós quanto mais nos deleitamos nele. Que tudo o
que somos e temos esteja a serviço de Deus e seja um tributo de glória a Deus.
Que os bens que Deus nos deu estejam no altar de Deus a serviço a Deus.
A BANALIZAÇÃO DO SAGRADO
O
espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado.
Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam
prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete
de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são
alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez
crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no
antropocentrismo idolátrico, ainda que maqueado de espiritualidade efusiva.
Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço
do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a
vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e
preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o
foco central da vida. Assim, o culto também tornou-e antropocêntrico. Cantamos
para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome
de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
Nesse
contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma
pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o
que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do
homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo
quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está
ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de
arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas
apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno
evangelho.
A
banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem
doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da
ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela
experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa,
doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento.
Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há
santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.
A
banalização do sagrado é visto claramente nas Escrituras. O profeta Malaquias
denunciou com palavras candentes o desrespeito dos sacerdotes em relação à
santidade do nome de Deus, do culto, do casamento e dos dízimos. A
religiosidade do povo era divorciada da Palavra de Deus. As coisas aconteciam,
o povo vinha ao templo, o culto era celebrado, mas Deus era não honrado. Jesus
condenou, também, a banalização do sagrado quando expulsou os vendilhões do
templo. Eles queriam fazer do templo, um covil de salteadores; do púlpito, um
balcão de negócios; do evangelho, um produto de mercado e dos adoradores,
consumidores de seus produtos. O livro de Samuel, outrossim, denuncia esse
mesmo pecado. O povo de Israel estava em guerra contra os filisteus, pensando
que Deus estava do lado deles, mesmo quando seus sacerdotes estavam em pecado.
Porém, quatro mil israelitas caíram mortos na batalha, porque o ativismo não
substitui santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da
aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande júbilo
e o povo de Israel celebrou vigorosamente ao ponto de fazer estremecer o
arraial do inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e
trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi tomada pelos
filisteus. Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não nos livram dos
desastres. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus. Deus
está mais interessado em quem nós somos do que no que fazemos. Deus não aceita
nosso culto nem nossas ofertas quando ele rejeita a nossa vida. Antes de Deus aceitar
o nosso culto, ele precisa agradar-se da nossa vida. É tempo de examinarmo-nos
a nós mesmos e voltarmo-nos para o Senhor de todo o nosso coração.
Rev. Hernandes
Dias Lopes
A DOUTRINA DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS
Uma vez
salvo, salvo para sempre. Salvação não se perde, uma vez recebida. A garantia
da salvação é dada por Deus, com base na obra da expiação feita por Cristo em
nosso favor e na poderosa aplicação dela no nosso coração pelo Espírito Santo.
Quais são os fundamentos da doutrina da perseverança dos santos?
A eterna eleição divina - A Bíblia diz que Deus nos escolheu em
Cristo antes dos tempos eternos. Não fomos nós quem escolhemos a Deus, mas
ele quem nos escolheu. Ele nos amou primeiro. Sua escolha é soberana,
livre e incondicional. Deus não nos escolheu por causa da nossa fé, mas
para a fé. Ele não nos escolheu por causa da nossa santidade, mas para a
santificação. Ele não nos escolheu por causa das nossas boas obras, mas
para as boas obras. Ele não nos escolheu por causa da nossa obediência,
mas para a obediência.
O chamado eficaz de Deus – A todos quantos
Deus elege, ele chama e chama eficazmente. Toda ovelha de Cristo ouve a
sua voz e o segue. Todo aquele que o Pai dá a Jesus, esse vem a ele. É a
bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento. A fé salvadora é dom de
Deus. É o próprio Deus quem abre o nosso coração para crermos em Cristo.
Somos gerados pela divina semente e nascidos de cima, do alto, de Deus, do
Espírito.
A justificação pelo sangue de Cristo –
Quando depositamos nossa confiança em Cristo, somos declarados justos aos
olhos de Deus. A justificação é um ato legal e forense. Somos declarados
justos junto ao tribunal de Deus em virtude do sacrificio perfeito e
eficaz de Cristo em nosso lugar e em nosso favor. Cristo morreu a nossa
morte. Ele levou sobre si o nosso pecado. Ele rasgou o escrito de dívida
que era contra nós. Agora já nenhuma condenação há mais para aqueles que
estão em Cristo Jesus. Somos quites com as demandas da lei, visto que a
condenação que devia cair sobre nós foi lançada sobre Jesus na cruz e a
plena justiça de Cristo foi depositada em nosso favor.
O selo do Espírito Santo em nós – Quando
cremos no Senhor Jesus somos regenerados pelo Espírito e selados por ele
como propriedade exclusiva de Deus. Tornamo-nos habitação de Deus, templos
do Espírito Santo. Ninguém pode violar essa propriedade que Deus comprou
com o sangue do seu Filho. Ninguém pode nos arrancar das mãos daquele que
deu sua vida por nós. Estamos seguros em Deus. Ele é a nossa cidade
refúgio.
A intercessão permanente de Cristo em nosso
favor – Temos dois intercessores na Trindade: o Espírito Santo
intercede em nós e Cristo intercede por nós junto ao trono da graça. O
primeiro o intercessor existencial, o segundo é o intercessor legal. Ele
pode nos salvar totalmente porque morreu por nós, ressuscitou para a nossa
justificação e está à destra de Deus Pai intercedendo em nosso favor. Ele
é o nosso grande Sumo Sacerdote.
Rev.
Hernandes Dias Lopes
A FAMÍLIA EM TELA
O apóstolo
Paulo, o grande paladino e bandeirante do Cristianismo, inspirado pelo Espírito
de Deus, fala-nos de forma eloqüente sobre a família em Colossenses 3:18-21.
Ele coloca a família em tela e nos ensina grandes princípios:
1. A ESPOSA DEVE SER SUBMISSA AO MARIDO COMO CONVÉM NO
SENHOR – V. 18
A mulher não difere do homem em valor e dignidade.
Porém, no casamento a mulher tem papel diferente do homem. Ela deve ser
submissa ao seu marido. Submissão não é ser inferior, mas exercer uma missão
sob a missão de outrem. Deus colocou o marido como cabeça da mulher. Cabe à
mulher sujeitar-se ao seu marido com alegria, entendendo que este o princípio
da sua liberdade e felicidade. A Bíblia diz que a mulher deve ser submissa ao
marido como a igreja o é a Cristo. A glória da igreja é ser submissa a Cristo.
Quanto mais submissa a igreja é a Cristo mais livre ela é. A submissão da
esposa ao marido é como convém no Senhor, ou seja, ela se submete ao marido
porque é serva de Cristo, porque obedece a Cristo e vive para a glorificar a
Cristo. O papel da mulher não é competir com o marido nem dominá-lo. O projeto
de Deus para ela é que ela se submeta a ele com espontaneidade e alegria.
2. O MARIDO DEVE AMAR A ESPOSA E NÃO TRATÁ-LA COM AMARGURA
– V. 19
Se a
mulher é desafiada a imitar a igreja quanto à submissão, ao marido é ordenado
imitar a Cristo quanto ao amor. Nenhuma mulher terá dificuldade de submeter-se
a um marido que a ama como Cristo amou a igreja. O amor do marido pela esposa
deve ser perseverante, sacrificial, santificador e romântico. Ele deve cuidar
da esposa e suprir suas necessidades físicas e emocionais. Cristo como o cabeça
da igreja não a dominou com rigor despótico, mas a serviu e morreu por ela. O
papel do marido é amar a sua esposa e quem ama declara que ama, tem tempo para
a pessoa amada e procura agradá-la. O
apóstolo Paulo alertou o marido também para o perigo de tratar a esposa com
amargura. O marido deve ser sensível, carinhoso, atencioso e meigo com a
esposa, tratando com dignidade e respeito. Ele deve elogiá-la, valorizá-la e
demonstrar de forma prática o seu amor por ela.
3. OS FILHOS DEVEM OBEDECER AOS SEUS PAIS EM TUDO PORQUE
ISTO É GRATO DIANTE DO SENHOR – V. 20
Filhos bem-aventurados na vida são filhos obedientes
aos pais. Este é um preceito bíblico. Os filhos precisam obedecer aos pais
porque isto é justo, porque isto é uma ordenança divina e também porque a
obediência é abençoadora. Filhos obedientes recebem a promessa de uma vida bem
sucedida e longeva. Os filhos devem obedecer aos pais porque a autoridade deles
foi conferida pelo próprio Deus. Resistir a autoridade dos pais é insurgir-se
contra a própria autoridade de Deus. Os filhos devem obedecer a seus pais em
tudo. Eles devem respeitar os pais e ouvir seus conselhos nas diversas áreas da
vida. Os filhos devem cuidar dos pais e ser um refrigério para eles. Isso é
grato diante do Senhor.
4. OS PAIS NÃO PODEM IRRITAR OS FILHOS NEM DESANIMÁ-LOS –
V. 21
Os pais irritam os filhos quando ensinam com
palavras, mas não com exemplo; quando falam uma coisa e fazem outra; quando
exigem dos filhos um comportamento exemplar, mas vivem de forma repreensível.
Os pais irritam os filhos quando os tratam com rigor, com dureza, com palavras
ásperas e apenas cobram, sem jamais encorajar e consolar. Os pais irritam os
filhos quando não têm tempo para eles, quando priorizam os amigos e o trabalho
em vez da família. O papel dos pais é criar os filhos na disciplina e
admoestação do Senhor, servindo-lhes de exemplo. A função dos pais é andar e
ensinar os filhos a Palavra de Deus, inculcando neles os preceitos do Senhor.
Deixar de ouvir, de encorajar e de acompanhar os filhos, não apenas os irritam,
mas também os deixam desanimados. É tempo de investirmos na família, nos
relacionamentos, a fim de que nossos lares sejam o lugar mais gostoso de se
viver na terra.
A GLÓRIA DE DEUS, O SUPREMO PROPÓSITO DA VIDA
O fim principal de Deus é a promoção da sua própria
glória e o nosso fim principal é glorificá-lo e gozá-lo para sempre. John Piper
afirma que a felicidade de Deus em Deus é a base da nossa felicidade em Deus.
Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nele. Deus é
inabalavelmente feliz. Sua felicidade é o prazer que tem em si mesmo. Antes da
criação, regozijava-se na imagem da sua glória na pessoa do seu Filho. Depois a
alegria de Deus “veio a público” na obra da criação e da redenção. Essas obras
alegram o coração de Deus porque refletem sua glória.
Deus e não os nossos interesses deve
ser o centro da nossa vida. Vivemos para ele e não para nós mesmos. Vivemos e
morremos para ele. Somos dele: criados, sustentados, remidos, abençoados e
galardoados por ele. Qualquer outro propósito na vida que não seja a glória de
Deus está fora de foco. Comemos e bebemos para a glória de Deus. Trabalhamos e
descansamos para a glória de Deus. Compramos e vendemos para a glória de Deus.
Casamos ou ficamos solteiros para a glória de Deus. Criamos filhos e os
educamos para a glória de Deus. Ele se deleita em nós como o noivo se alegra
com a sua noiva. Somos seus filhos e herdeiros; somos a herança de Deus, a menina
dos seus olhos, a sua delícia. Como podemos glorificar a Deus?
1.
Fazendo as coisas ordinárias da vida como um tributo de
glória para Deus (1 Co 10:31) – Todas as
coisas têm significado quando as fazemos por meio de Deus e para a glória de
Deus. Comer, beber ou fazer qualquer outra coisa torna-se uma liturgia de
glorificação a Deus. Não existe mais a dicotomia entre sagrado e profano. Tudo
em nossa vida passa ser sagrado e cúltico. Fomos criados em Cristo Jesus para
as boas obras. Somos a obra prima de Deus,
a poesia de Deus, a delícia de Deus, em quem ele tem todo o seu prazer. Quando
praticamos as boas obras para as quais fomos preparados, o nome de Deus é
glorificado.
2.
Oferecendo o nosso corpo como instrumento de
glorificação a Deus (1 Co 6:20) – Ao sermos
libertos da escravidão do pecado, os membros do nosso corpo deixam de ser
instrumentos de iniqüidade, para serem instrumentos de justiça. O nosso corpo
em vez de ser um albergue do pecado, torna-se santuário do Espírito, habitação
do Deus vivo. O nosso corpo não foi criado para a impureza, mas para a
santidade. Fomos criados para a glória de Deus (Is 43:7) e devemos refletir a
glória de Deus. É instrutivo o coro de T.M. Jones: “Que a beleza de Cristo se
veja em mim/ Toda a sua admirável pureza e amor/ Oh, tu chama divina, todo o
meu ser refina/ Até que a beleza de Cristo se veja em mim”.
3.
Vivendo para abençoar outras pessoas a fim de que suas
ações de graças redundem em glória ao nome de Deus (2 Co 4:15) – Deus é glorificado em nós quando expressamos a compaixão
de Cristo pelas pessoas. Deus ama, socorre, consola e anima as pessoas através
de nós. Somos o corpo de Cristo em ação na terra. Quando as pessoas tributam a
Deus ações de graça pelo bem que lhes fazemos, isso traz glória ao nome de
Deus. Fanny Crosby, cega desde as seis semanas de idade, produzia glória para
Deus onde quer que fosse. Mesmo cega ela conhecia a sua Bíblia melhor do que a
maioria das pessoas. Ainda jovem já sabia praticamente de cor o Pentateuco, e
quase todo o Novo Testamento. Mesmo cega ela aprendeu a valorizar as belezas da
criação de Deus e a expressar isso em suas poesias. Decorou os oito mil hinos
que escreveu para a glória de Deus. Falou inúmeras vezes para grandes
auditórios, tal a bênção que a sua presença transmitia. Aos 94 anos, a 11 de
fevereiro de 1915, ela parecia estar bem de saúde, ditou uma carta e escreveu
um novo poema, indo depois para a cama. Antes de amanhecer tinha ido para o
céu. Qual o cristão que não deu glória a Deus ao cantar as canções escritas por
Fanny Crosby? Quantos milhares de pessoas não entregaram suas vidas a Cristo ao
ouvirem os hinos: “Manso e suave, Jesus está chamando”, “Mais perto quero estar
meu Deus de Ti”. Milhares de vidas ficaram mais ricas porque a cega Fanny
Crosby deu glória a Deus.
Rev. Hernandes Dias Lopes
A HISTÓRIA CAMINHA PARA UM FIM
GLORIOSO
O pessimismo é uma marca registrada
dos nossos dias. Analistas políticos, cientistas sociais e economistas
preanunciam horizontes pardacentos, borrascas medonhas e um fim catastrófico
para a história da humanidade. Os tempos áureos do ufanismo humano naufragaram
diante da realidade inegável das tragédias que desabaram sobre a humanidade no
século vinte. As guerras sangrentas ainda sacodem as nações. Os atos
terroristas deixam as suportências vulneráveis. O narcotráfico fortalece mais e
mais os seus tentáculos e desafia a justiça. O desbarrancamento da virtude e o
soçobramento dos castiços princípios morais afogam a civilização no pântano
pestilento do relativismo. As doenças endêmicas alastram-se descontroladamente.
A injusta distribuição de renda cava abismos cada vez mais profundos, separando
cada vez mais os ricos dos pobres. A busca pelo prazer imediato, o acendrado
espírito humanista e o misticismo religioso pavimentam o caminho para uma
galopante apostasia. Vivemos tempos perigosos, quando os homens entregam-se às
suas paixões infames, praticam uma religião apenas de faxada e mergulham-se na
mais execranda imoralidade.
Mas será que a história
caminha sem rumo, como um trem descarrilado ladeira abaixo, sem controle e sem
direção? Será que o mal prevalecerá sobre o bem? Será que o pecado e a morte
terão a última palavra? Será que a injustiça assentar-se-á no trono e pisará
com escárnio a verdade? Será que o diabo e seu séquito drapejarão o pendão da
vitória quando a história fechar as suas
cortinas? A resposta da história e das Escrituras a essas perguntas é um
rotundo e sonoro não. Deus está no trono. Ele reina. As crises e as contorçoes
da história não abalam o trono do Deus todo-poderoso. A história não é cíclica
como pensavam os gregos. A história não está sem direção. Deus governa a
história. Ele a conduzirá a um fim glorioso. No fim da linha não está o triunfo
do mal, mas a apoteótica e retumbante vitória de Deus e da sua igreja. Jesus
Cristo, o Filho de Deus, vai voltar. Sua segunda vinda será pessoal, visível,
poderosa, gloriosa e vitoriosa. Jesus virá como Rei dos reis e Senhor dos
senhores. Ele virá como juiz dos vivos e dos mortos. Ele se assentará no trono
da sua glória e julgará as nações. Aqueles que acobertaram seus crimes
nefandos, e mesmo assim, foram aplaudidos como benéritos da humanidade,
finalmente serão julgados com justiça. Aqueles que subornaram os tribunais,
compraram os juízes, escamotearam a verdade e escarneceram da justiça não
escaparão do justo juízo de Deus. Aqueles que engordaram seus corações com os
prazeres do pecado e zombaram da graça de Deus, beberão o cálice amargo da ira
divina. Aqueles que se embebedaram e se entoxicaram com toda sorte de
imoralidade, entregando seus corpos à toda sorte de impurezas e vícios
degradantes, receberão a justa condenação de seus atos tresloucados.
Naquele grande e
terrível dia do juízo, o diabo, o sedutor deste mundo, será lançado no lago do
fogo. O anticristo e o falso profeta também sofrerão penalidade de eterna
destruição. Todos aqueles que rejeitaram a gratuita oferta da salvação em
Cristo, cujos nomes não estão escritos no livro da vida, serão banidos para
sempre de diante da face do Deus todo-poderoso. A morte, o último inimigo a ser
vencido, também será lançada no lago do fogo. O Senhor Jesus calcará debaixo
dos seus pés todos os seus inimigos. Todo joelho se dobrará diante de Jesus no
céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confessará que ele é Senhor.
Então, haverá novos céus e nova terra. Os remidos, transformados e
glorificados, reinarão com Cristo para sempre e sempre. A morte já não mais
existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor. Assim, por toda a eternidade
os salvos desfrutarão da indizível e gloriosa bem-aventurança na Casa do Pai,
na nova Jerusalém, no Paraíso de Deus. Assim Deus disse, assim será.
Alegremo-nos, portanto, porque Deus está conduzindo a história para um fim
glorioso!
Rev. Hernandes Dias
Lopes
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