Devocionais

  Texto: Lc. 23:33 a 43

Certo ditado popular diz: “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”. Já Winston Churchill disse: As oportunidades são como o nascer do Sol: se você esperar demais, vai perdê-las. Oportunidade perdida! É disso que queremos tratar.
Observe o texto indicado. Ali estavam 3 cruzes e uma multidão que era composta, segundo o texto de Lucas, de observadores, autoridades que zombavam, e soldados que escarneciam. Mateus acrescenta que as pessoas balançavam a cabeça com desprezo (Mt. 27:39). A cruz do centro era de Jesus, a cruz da Redenção. Em uma das cruzes ao lado estava um malfeitor que se arrependeu, e reconheceu em Jesus o Salvador e Senhor. Na outra cruz estava outro malfeitor, contudo esse rejeitou a Jesus e sua Salvação.
Passadas algumas horas todos os três crucificados morreram. O que estava na cruz do centro, Jesus, morreu como oferta por nossos pecados. O que recebeu a Jesus como Salvador e Senhor, morreu para os pecados, e nasceu para Deus. Aquele que rejeitou a Jesus morreu em seus delitos e pecados, morreu eternamente. Essa é a história da maior de todas as oportunidades perdidas. De alguma forma essa cena da crucificação de Jesus representa toda a humanidade. De que lado você está? Do lado da redenção ou da rejeição? Ou está do lado dos que observam, zombam e escarnecem? Acredite, não existe nenhuma outra opção!
A Bíblia apresenta todo sofrimento que Jesus passou por mim e por você. Antes de chegar à cruz Ele foi esbofeteado, chicoteado, cuspido, coroado com espinhos, e os soldados romanos, com desprezo, se ajoelharam diante dEle, depois de maltratá-Lo e disseram: “Salve, rei dos judeus”, para em seguida voltar a espancá-LO. Contudo, suas primeiras Palavras na cruz foram: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem... (v. 34).
Naquele momento não havia nenhuma esperança na terra, Jesus então olha para cima, para o céu e diz: “Pai...”, não para pedir que lhe aliviasse a dor, nem que tomasse vingança contra seus “inimigos”, mas para pedir ao Pai que os perdoasse, pois não sabiam o que faziam. Um dos malfeitores começa a desafiar a Jesus para que descesse da cruz. Você se lembra do ensino de Jesus a Nicodemos? A salvação viria quando Jesus fosse levantado na cruz (Jo. 3:14 e 15), não por descer dela. Ora, se Jesus atendesse esse pedido não haveria salvação para nenhum de nós.
Ao defender Jesus, o outro malfeitor dá início à sua caminhada em direção a salvação. 1) Ele reconhece seu pecado; 2) Reconhece que Jesus não tinha pecado (v. 41); e, 3) Reconhece ser Jesus o salvador, pede por sua misericórdia e por sua salvação (v. 42). A resposta de Jesus não deixa dúvida: “...hoje estarás comigo no paraíso” (v. 43). Ele teve seu pecado imediatamente perdoado, mediante o arrependimento e pedido da salvação. Certamente ele ouviu o pedido de Jesus ao Pai para que perdoasse os pecados daquelas pessoas, mas não descansou nisso. Ele sabia que precisava expressar seu arrependimento e pedir sua salvação. Ele não desperdiçou a oportunidade extraordinária que surgiu nos últimos momentos de sua vida.
                                                           Rev. Carlos Garcia


OS FRUTOS DA JUSTIFICAÇÃO
Texto: Rm. 5:1 a 11
Quais os benefícios ou frutos da justificação? Tudo o que vai a seguir dependerá dessa afirmação: Justificados, pois, mediante a fé... (v. 1). Paulo ensinou a respeito da necessidade da justificação (1:18 a 3:20), e do meio pelo qual fomos justificados (3:21 – 4:25). Portanto, a primeiríssima providencia é um autoexame sincero e criterioso, a fim de descobrirmos se já fomos justificados, ou seja, se já somos salvos pela graça de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Vejamos então quais são os frutos ou consequências da justificação pela fé em Cristo Jesus:
1. “... temos paz com Deus...” (v. 1): A busca pela paz - seja no âmbito internacional, familiar ou pessoal – é uma obsessão universal do ser humano. Muito mais fundamental do que todas estas, porém, é a paz com Deus, o relacionamento de reconciliação com Ele, o qual se constitui na primeira bênção da justificação. Muitos problemas nesse mundo tendem a roubar nossa alegria, tranquilidade, conforto, etc. Mas não podem roubar a paz daqueles que já foram reconciliados com Deus, por meio de Jesus Cristo.
2. “a esta graça na qual estamos firmes...” (v. 2a): A Palavra do Senhor diz que nós obtivemos acesso, ou seja, foi Deus que nos colocou nessa posição privilegiadíssima, e não apenas isso, mas Ele também nos firmou. O crente justificado desfruta de uma bênção muito mais grandiosa do que uma simples aproximação periódica de Deus, ou uma audiência esporádica com o rei. Nós temos o privilégio de viver no templo e no palácio. Nós não vivemos caindo nas graças de Deus e depois perdendo o seu favor. Não! Nós estamos firmes nela, pois é esta a natureza da graça. Nada pode separar-nos do amor de Deus... (Rm. 8:38ss.).
3. “... e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (v. 2b): A esperança cristã não é algo incerto como nossas esperanças comuns do dia-a-dia, é uma expectativa jubilosa e confiante que se baseia nas promessas de Deus. Sua glória já se manifesta continuamente nos céus e na terra (Sl. 19:1 a 4), já se manifestou de maneira única e incomparável na pessoa de Jesus Cristo (Jo. 1:14), mas ainda se manifestará de forma final e definitiva e toda carne a verá, diz Is. 40:5, pois a boca do Senhor o disse.
4. “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações...” (vv. 3 a 8): As tribulações ou sofrimentos mencionados aqui, não são aquelas experiências que nós às vezes chamamos de “provações e tribulações” de nossa existência terrena, referindo-nos às nossas dores, temores e frustrações, privações e desapontamentos. A palavra usada indica literalmente pressões, referindo-se especificamente a oposição e perseguição por parte de um mundo hostil. Segundo Jesus, essa é uma consequência natural da vida do crente nesse mundo (Jo. 16:33), sendo prova de nosso relacionamento com Deus, o que se constitui numa bem-aventurança (Mt. 5:10 a 12). Um cristianismo que nada custa, nada vale (J.C. Ryle). Portanto, Jesus espera que não apenas suportemos as pressões, mas que nos alegremos nelas.
5. “...sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira...” (vv. 9 e 10): Agora Paulo olha para frente, para os frutos que ainda virão. Tem muita coisa boa ainda para acontecer. A volta de Jesus não será um dia feliz para todos, será o dia da ira de Deus, dia da volta de Jesus Cristo como Juiz, terrível Juiz, que tomará vingança contra todos os que não tiveram amor pela verdade da Palavra do Senhor (Jo. 16:8 a 11 e 2 Ts. 2:9 a 12). É dessa ira que estamos sendo poupados pela bênção da justificação. Então, é certo dizer que o melhor ainda está por vir.
6. “...mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo...” (v. 11): E então temos a conclusão: Jamais devemos nos esquecer de que tudo é para a glória de Deus: Rm. 11: 36Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Ou como em 1 Co. 8: 6todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.

                                                                                                      Rev. Carlos Garcia

 DIFICILMENTE O CRESCIMENTO ESCAPA DO ORGULHO E O ORGULHO ESCAPA DA QUEDA

Nunca houve um cedro como o que representa o Egito nas profecias de Ezequiel, quase 600 anos antes de Cristo. Cresceu tanto para cima que seus galhos alcançavam as nuvens dos céus. Cresceu tanto para baixo que suas raízes chegavam às correntezas do subsolo. Cresceu tanto para os lados que aves faziam ninhos em seus galhos e os animais davam cria à sua sombra. Por ter sido muito bem regado, este cedro era mais bonito que qualquer outro.

Porém, houve um problema muito sério com ele: "Conforme crescia, também aumentava o seu orgulho" (Ez. 31.10). Por causa disso, Deus deixou que os estrangeiros derrubassem o cedro do Líbano, isto é, o Egito. A árvore morreu e foi jogada para sempre no mundo dos mortos.

Crescimento e orgulho, orgulho e queda são duas duplas de irmãos siameses. Dificilmente o crescimento escapa do orgulho e o orgulho, da queda.

Para não permitir o crescimento (que faz parte dos planos de Deus) e nos poupar da presença da soberba (que faz parte da natureza humana), Deus, preventivamente, toma algumas providências para evitar a queda e o desastre total.

A uma dessas providências, Paulo dá o nome de "espinho na Carne". Por ser um assunto pessoal, o apóstolo não entra em detalhes sobre ele, mas diz o suficiente. Ele tinha consciência e convicção de que o "espinho na carne" existia

para que ele não ficasse orgulhoso demais por causa das coisas maravilhosas que havia visto e ouvido por ocasião de seu arrebatamento ao terceiro céu (2 Co. 12.7). Embora lhe causasse sofrimento e fosse um incômodo perene (um remédio por toda a vida), Paulo, depois de receber três "nãos" consecutivos de Deus em resposta às suas orações, aceitou a medicação. O apóstolo chegou à conclusão de que o "espinho na carne", além de funcionar, é uma bênção da parte de Deus. Graças a ele, Paulo não seria jamais um cedro do Líbano derrubado, entre os muitos do passado e do presente. "Quando perco toda a minha força" -- explica o homem que se converteu a Cristo na estrada de Damasco alguns anos antes -- "então tenho a força de Cristo em mim" (2 Co. 12.10). Do antigo cedro dizia-se: "Conforme crescia, também aumentava seu orgulho". De Paulo, dizia-se: "Conforme cresce, também aumenta a dependência de Deus para sobreviver".

O cristão precisa entender que a falta de saúde, de recursos, de aplausos e a presença dolorosa e constante da pecaminosidade latente, entre outras situações, são experiências doídas que ele deve suportar. Até as nuvens da provação têm seu ministério. De acordo com o missionário escocês Hugh Edward Alexander, "há uma chuva de bênçãos escondidas nas nuvens negras".

(Extraído: Revista Ultimato – Edição: Dezembro/2012)

A TENTAÇÃO
Você sabe o que existe entre você e o seu próximo pecado? Existe uma coisa chamada tentação. A tentação se coloca entre você e a santidade. Por mais que você não reconheça, você foi tentado antes de pecar.
A Bíblia nos ensina algo fantástico sobre isto em Tiago 1: 12-15:
V14: “..., cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atraí e seduz.”
Qual é a verdadeira causa destas tentações? são os produtos das lojas, ou os filmes pornográficos que nos fazem pecar? NÃO! Não é nada externo.
Tg. 4:1 “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?”
Rm. 13:14 “mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às concupiscências.
As tentações só são tentações por causa do que está dentro de nós, não podemos culpar alguém ou algo. Jogar a culpa naquilo que está fora de nós tem sido a forma de fugirmos à responsabilidade: “a mulher que me deste por esposa”, “a tentação era forte demais; não pude como evitar”, “o diabo me fez fazer isto”
O apóstolo Paulo enfrentou muitas tentações, mas aprendeu uma verdade notável sobre como resistir a elas. Em vez de dar desculpas, ele aprendeu o seguinte:
1 Co. 10:13 “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”
Que maravilha! Deus nunca permite que sejamos tentados além de nossas forças. Mas não pára por aí! Ele próprio abre o caminho para que você se livre da tentação.
                                                                                                     Rev. Ronald Lameira

 

FÉ APROVADA – CERTEZA DA SALVAÇÃO

Texto: 1 Jo. 5:1 a 12
João está perto de concluir sua 1ª epístola, e seu propósito é que saibamos “... que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1 Jo. 5:13), aliás, é o mesmo propósito revelado no encerramento de seu evangelho, quando João registra que Jesus fez muitos outros sinais (v. 20), e conclui: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo. 20:31). O Espírito Santo quer conscientizar-nos que a maior dádiva de Deus, que o grande descanso de nossas almas, é a certeza da salvação. Dentro de alguns poucos anos, comparados à eternidade, acredite, nada mais fará a mínima diferença, a não ser o local eterno onde estivermos.

Os primeiros cinco versos do texto indicado nos ensinam as seguintes verdades absolutas: 1) A convicção da salvação vem através da confissão de que Jesus é de fato o único Salvador; 2) Essa confissão não é subjetiva, não é de palavras apenas, mas deve ser demonstrada através do amor a todos os crentes, a todos os nascidos de Deus (v. 1). 3) Posso provar que amo a Deus e aos seus filhos, quando obedeço aos seus mandamentos (v. 2).

Aqui está um círculo em que não pode faltar nenhum elo: Amor, verdade e santidade. A santidade é demonstrada na guarda dos mandamentos, que indica uma verdadeira confissão de Jesus como Salvador, que inevitavelmente é demonstrado na prática do amor aos nossos irmãos, também nascidos de Deus.

Para todos os nascidos de Deus, genuínos crentes, os Seus mandamentos não são penosos (v. 3). Isso foi o que João ouviu de Jesus: “... sou manso e humilde de coração, ..., o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt. 11:28 a 30). Além do mais, “todo o que é nascido de Deus, vence o mundo” (v. 4), e esses são os que creem em Jesus como salvador (v. 5). Os chamados “heróis da fé” do cap. 11 de Hebreus provam a verdade dessa afirmação, homens que abriram mão da conquista de bens, riquezas, realizações e posições destacadas nesse mundo, homens “... dos quais o mundo não era digno” (v. 38), homens que aguardavam “... a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (v. 10), homens que aspiravam “... uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus” (v. 16).

João então passa ao testemunho a respeito de Jesus, não testemunho humano apenas, mas também do próprio Deus. Jesus veio por meio da água e do sangue (vv. 6 a 9), ou seja, seu ministério teve início em seu batismo, quando João Batista viu o Espírito Santo descer sobre Ele (Jo. 1:31 a 33), e o principal, as palavras vindas de Deus: “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt. 3:17). O sangue faz referencia à crucificação de Jesus em nosso favor. Por ocasião de sua morte na cruz, novamente o Pai deu testemunho dele: veio escuridão sobre a terra, o véu do templo se rasgou de alto a baixo, houve um tremor de terra e mortos saíram dos sepulcros (Mt. 27:45, 51 a 53).

Por tudo isso João, inspirado pelo Espírito Santo, conclui que qualquer pessoa que não dá crédito ao que foi escrito, e não confessa Jesus como Salvador, faz Deus mentiroso (v. 10), e assim será condenado ao sofrimento eterno, não porque Deus o manda para o inferno, mas porque rejeitou o único que poderia salvá-lo do castigo eterno, a saber, Jesus Cristo.
Assim termina o verso 12: “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. A vida eterna não é uma conquista em função do que fizermos, muito pelo contrário, é uma dádiva de Deus, um presente dado por Deus, em função de Seu grande amor para conosco (Jo. 3:16). Um presente é recebido ou rejeitado. Você já recebeu a Jesus como seu Salvador pessoal? Você pode provar isso pela guarda dos mandamentos de Deus? Você pode provar isso por seu amor demonstrado aos irmãos?

                                                                             Rev. Carlos Garcia

 
PORVENTURA, QUEREIS TAMBÉM VÓS OUTROS RETIRAR-VOS?

o capítulo 6 do Evangelho de João, Jesus fala objetivamente à multidão que o seguia: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.”
Apesar da objetividade e clareza das palavras, a constatação de Jesus é de que fora rejeitado pela maioria: “...embora me tenhais visto, não credes”. Uma multidão que o seguia não para adorá-Lo como Deus, mas apenas para satisfazer os seus próprios desejos: o cego queria enxergar; o paralítico, andar; o leproso, ser curado; o que tinha fome, alimentar-se.
Nos dias de hoje, o homem continua buscando Deus para ter as suas necessidades saciadas; e nisto não tem mal algum. Contudo, buscar Deus apenas por aquilo que perece, como se Ele estivesse do outro lado de um balcão de negócios; isto de fato O aborrece. Alguns têm buscado Deus para suprir as suas necessidades imediatas.
A multidão racionalizou aquelas palavras de Jesus. Quando Jesus falou que eles precisavam comer a Sua carne e beber o seu sangue (V.56-57) para que pudessem ganhar a vida eterna, aqueles homens resmungaram: Duro é este discurso, quem o pode ouvir? (V.60) e então, O abandonaram.
Jesus estava dando uma condição para que aqueles homens tivessem as suas vidas transformadas: receber Jesus como Senhor. Mas, eles não estavam dispostos àquilo; e assim, preferiram abandonar a Jesus. Estavam dispostos a terapenas uma relação superficial com Jesus, onde não fosse necessário abandonar pecados, deixar de lado hábitos do velho homem que desagradam a Deus. Eram capazes de até se emocionarem com os grandes feitos de Jesus, mas só isso. Em seguida, voltariam para as suas casas para viverem mediocremente.
Jesus então se voltou para os Seus discípulos e disse: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” (V.67). Esta pergunta Jesus sempre nos faz: 1) quando os nossos filhos estão em dificuldades e ficamos desesperados. Jesus nos pergunta: E aí, você vai me abandonar por este motivo? 2) Quando estamos passando por crise no casamento. Jesus nos pergunta: E aí, você vai me abandonar por este motivo? 3) Quando estamos com problemas de saúde. Jesus nos pergunta: E aí, você vai me abandonar por este motivo? 4) Quando estamos com problemas de relacionamento com o próximo. Jesus nos pergunta: E aí, você vai me abandonar por este motivo?
Pedro, apesar da pressão da multidão, reconheceu que fora dos ensinamentos de Jesus só haveria decepção. Pedro sabia que agir em desconformidade com a Palavra de Jesus era pedir a morte. Então, ele deu a resposta que também deve ser a nossa resposta para Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna”. (V.68)

                                                              Rev. Ronald Lameira da Silva

 
A CONTRIBUIÇÃO QUE GLORIFICA A DEUS

            É conhecida a expressão “contribua de acordo com a sua renda para que Deus não torne a sua renda de acordo com a sua contribuição”. A contribuição com a obra de Deus e a oferta aos pobres e necessitados é uma prática bíblica inquestionável. Infelizmente, vivemos hoje dois extremos nesta questão: aqueles que ultrapassam os limites das Escrituras e gananciosa e astuciosamente arrancam o último vintém dos incautos, mercadejando a Palavra de Deus e vendendo no balcão da fé a sua graça e aqueles que amam mais o dinheiro do que a Deus e fecham o coração e o bolso, negligenciando a graça da contribuição, sendo infiéis na mordomia dos bens.
            A devolução dos dízimos é um ensino bíblico insofismável, presente antes da lei, durante e lei e depois da lei. A contribuição pessoal, voluntária, generosa, sistemática e alegre está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. O rei Davi ofereceu-nos alguns princípios importantes sobre a contribuição que glorifica a Deus, quando se preparava para a construção do templo de Jerusalém. Vejamos:
Devemos contribuir porque a obra de Deus a ser realizada é muito grande – 1 Cr 29:1
Davi disse: “... esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus”. Davi estava construindo o templo e o palácio. Queria fazer o melhor e dar o melhor para Deus. Tudo o que fazia não era pensando nos homens, mas em Deus. Igualmente, a igreja está realizando uma grande obra: não apenas na construção e ampliação de templos, mas na expansão do Reino de Deus. Há templos a serem construídos, igrejas a serem plantadas, pessoas necessitadas a serem assistidas, missionários a serem enviados, muito terreno a ser conquistado aqui e além fronteira.
 Devemos contribuir com liberalidade porque Deus merece o melhor – 1 Cr 29:2
Davi, com todas as suas forças preparou para a Casa de Deus, em abundância, aquilo que existia de melhor. Deus é dono de tudo. Tudo o que temos vem das suas mãos. Tudo o que damos, também procede de suas dadivosas mãos. Ele é Deus de primícias. Ele merece o melhor e não as sobras. As coisas de Deus precisam ser feitas com excelência. Não podemos ofertar a Deus com usura, pois ele não nos dá suas bênçãos por medida. Ao ofertar ao Senhor, devemos colocar aí o nosso coração e a nossa força.
  Devemos contribuir motivados por grande amor a Deus e a sua obra – 1 Cr 29:3
Davi não apenas recolheu ofertas dos outros, mas ele pessoalmente, deu para a Casa do seu Deus o ouro e a prata particulares que tinha. E fez isso, porque amava a Casa do seu Deus. Quem ama dá. Quem ama é pródigo em ofertar. Nosso amor por Deus não passa de palavrório vazio se não ofertamos ao Senhor com generosidade. Nossa contribuição, ainda que sacrificial, não tem valor diante de Deus, se não é motivada pelo nosso amor ao Senhor e a sua obra. O apóstolo Paulo diz que ainda que entreguemos todos os nossos bens para os pobres, se não tivermos amor, nada disso aproveitará.
  Devemos contribuir espontaneamente motivados pela alegria de Deus – 1 Cr 29:5-9
A contribuição é uma graça que Deus nos dá. É um privilégio ser cooperador com Deus na sua obra. O ato de contribuir é uma expressão de culto e adoração. Deus ama a quem dá com alegria. A voluntariedade e a alegria são ingredientes indispensáveis no ato de contribuir. Davi perguntou ao povo: “Quem está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor?... O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo” (1 Cr 19:5,9). Devemos vir ao gazofilácio para ofertar, exultando de alegria e não com tristeza.
  Devemos contribuir conscientes de que Deus é dono de tudo e que tudo deve ser feito para a sua glória – 1 Cr 29:10-22
O resultado da alegre, generosa e abundante oferta do rei e do povo foi a manifestação da glória de Deus. Davi louvou a Deus pela sua glória, poder e riqueza, reconhecendo que as ofertas que deram tinham vindo do próprio Deus. O povo adorou a Deus e houve grande regozijo. O maior propósito da nossa contribuição deve ser a manifestação da glória de Deus. O Senhor é mais glorificado em nós quanto mais nos deleitamos nele. Que tudo o que somos e temos esteja a serviço de Deus e seja um tributo de glória a Deus. Que os bens que Deus nos deu estejam no altar de Deus a serviço a Deus.
 
                                                                            Rev. Hernandes Dias Lopes


A BANALIZAÇÃO DO SAGRADO

                         O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda que maqueado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco central da vida. Assim, o culto também tornou-e antropocêntrico. Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
            Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
            A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.
            A banalização do sagrado é visto claramente nas Escrituras. O profeta Malaquias denunciou com palavras candentes o desrespeito dos sacerdotes em relação à santidade do nome de Deus, do culto, do casamento e dos dízimos. A religiosidade do povo era divorciada da Palavra de Deus. As coisas aconteciam, o povo vinha ao templo, o culto era celebrado, mas Deus era não honrado. Jesus condenou, também, a banalização do sagrado quando expulsou os vendilhões do templo. Eles queriam fazer do templo, um covil de salteadores; do púlpito, um balcão de negócios; do evangelho, um produto de mercado e dos adoradores, consumidores de seus produtos. O livro de Samuel, outrossim, denuncia esse mesmo pecado. O povo de Israel estava em guerra contra os filisteus, pensando que Deus estava do lado deles, mesmo quando seus sacerdotes estavam em pecado. Porém, quatro mil israelitas caíram mortos na batalha, porque o ativismo não substitui santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande júbilo e o povo de Israel celebrou vigorosamente ao ponto de fazer estremecer o arraial do inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi tomada pelos filisteus. Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não nos livram dos desastres. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus. Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que fazemos. Deus não aceita nosso culto nem nossas ofertas quando ele rejeita a nossa vida. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ele precisa agradar-se da nossa vida. É tempo de examinarmo-nos a nós mesmos e voltarmo-nos para o Senhor de todo o nosso coração.
 

                                             Rev. Hernandes Dias Lopes

           

 

A DOUTRINA DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS
 
            Uma vez salvo, salvo para sempre. Salvação não se perde, uma vez recebida. A garantia da salvação é dada por Deus, com base na obra da expiação feita por Cristo em nosso favor e na poderosa aplicação dela no nosso coração pelo Espírito Santo. Quais são os fundamentos da doutrina da perseverança dos santos?
A eterna eleição divina -  A Bíblia diz que Deus nos escolheu em Cristo antes dos tempos eternos. Não fomos nós quem escolhemos a Deus, mas ele quem nos escolheu. Ele nos amou primeiro. Sua escolha é soberana, livre e incondicional. Deus não nos escolheu por causa da nossa fé, mas para a fé. Ele não nos escolheu por causa da nossa santidade, mas para a santificação. Ele não nos escolheu por causa das nossas boas obras, mas para as boas obras. Ele não nos escolheu por causa da nossa obediência, mas para a obediência.
    O chamado eficaz de Deus – A todos quantos Deus elege, ele chama e chama eficazmente. Toda ovelha de Cristo ouve a sua voz e o segue. Todo aquele que o Pai dá a Jesus, esse vem a ele. É a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento. A fé salvadora é dom de Deus. É o próprio Deus quem abre o nosso coração para crermos em Cristo. Somos gerados pela divina semente e nascidos de cima, do alto, de Deus, do Espírito.
    A justificação pelo sangue de Cristo – Quando depositamos nossa confiança em Cristo, somos declarados justos aos olhos de Deus. A justificação é um ato legal e forense. Somos declarados justos junto ao tribunal de Deus em virtude do sacrificio perfeito e eficaz de Cristo em nosso lugar e em nosso favor. Cristo morreu a nossa morte. Ele levou sobre si o nosso pecado. Ele rasgou o escrito de dívida que era contra nós. Agora já nenhuma condenação há mais para aqueles que estão em Cristo Jesus. Somos quites com as demandas da lei, visto que a condenação que devia cair sobre nós foi lançada sobre Jesus na cruz e a plena justiça de Cristo foi depositada em nosso favor.
    O selo do Espírito Santo em nós – Quando cremos no Senhor Jesus somos regenerados pelo Espírito e selados por ele como propriedade exclusiva de Deus. Tornamo-nos habitação de Deus, templos do Espírito Santo. Ninguém pode violar essa propriedade que Deus comprou com o sangue do seu Filho. Ninguém pode nos arrancar das mãos daquele que deu sua vida por nós. Estamos seguros em Deus. Ele é a nossa cidade refúgio.
    A intercessão permanente de Cristo em nosso favor – Temos dois intercessores na Trindade: o Espírito Santo intercede em nós e Cristo intercede por nós junto ao trono da graça. O primeiro o intercessor existencial, o segundo é o intercessor legal. Ele pode nos salvar totalmente porque morreu por nós, ressuscitou para a nossa justificação e está à destra de Deus Pai intercedendo em nosso favor. Ele é o nosso grande Sumo Sacerdote.
Estes argumentos supra mencionados provam-nos de forma incontestável que a segurança da nossa salvação fundamenta-se no que Deus fez por nós e não no que fazemos para ele. Tudo provém de Deus e a glória deve ser tributada só a ele.
 
                  Rev. Hernandes Dias Lopes

 
A FAMÍLIA EM TELA

            O apóstolo Paulo, o grande paladino e bandeirante do Cristianismo, inspirado pelo Espírito de Deus, fala-nos de forma eloqüente sobre a família em Colossenses 3:18-21. Ele coloca a família em tela e nos ensina grandes princípios:
1. A ESPOSA DEVE SER SUBMISSA AO MARIDO COMO CONVÉM NO SENHOR – V. 18
            A mulher não difere do homem em valor e dignidade. Porém, no casamento a mulher tem papel diferente do homem. Ela deve ser submissa ao seu marido. Submissão não é ser inferior, mas exercer uma missão sob a missão de outrem. Deus colocou o marido como cabeça da mulher. Cabe à mulher sujeitar-se ao seu marido com alegria, entendendo que este o princípio da sua liberdade e felicidade. A Bíblia diz que a mulher deve ser submissa ao marido como a igreja o é a Cristo. A glória da igreja é ser submissa a Cristo. Quanto mais submissa a igreja é a Cristo mais livre ela é. A submissão da esposa ao marido é como convém no Senhor, ou seja, ela se submete ao marido porque é serva de Cristo, porque obedece a Cristo e vive para a glorificar a Cristo. O papel da mulher não é competir com o marido nem dominá-lo. O projeto de Deus para ela é que ela se submeta a ele com espontaneidade e alegria.
 
2. O MARIDO DEVE AMAR A ESPOSA E NÃO TRATÁ-LA COM AMARGURA – V. 19
            Se a mulher é desafiada a imitar a igreja quanto à submissão, ao marido é ordenado imitar a Cristo quanto ao amor. Nenhuma mulher terá dificuldade de submeter-se a um marido que a ama como Cristo amou a igreja. O amor do marido pela esposa deve ser perseverante, sacrificial, santificador e romântico. Ele deve cuidar da esposa e suprir suas necessidades físicas e emocionais. Cristo como o cabeça da igreja não a dominou com rigor despótico, mas a serviu e morreu por ela. O papel do marido é amar a sua esposa e quem ama declara que ama, tem tempo para a pessoa amada e procura agradá-la.  O apóstolo Paulo alertou o marido também para o perigo de tratar a esposa com amargura. O marido deve ser sensível, carinhoso, atencioso e meigo com a esposa, tratando com dignidade e respeito. Ele deve elogiá-la, valorizá-la e demonstrar de forma prática o seu amor por ela.
 
3. OS FILHOS DEVEM OBEDECER AOS SEUS PAIS EM TUDO PORQUE ISTO É GRATO DIANTE DO SENHOR – V. 20
            Filhos bem-aventurados na vida são filhos obedientes aos pais. Este é um preceito bíblico. Os filhos precisam obedecer aos pais porque isto é justo, porque isto é uma ordenança divina e também porque a obediência é abençoadora. Filhos obedientes recebem a promessa de uma vida bem sucedida e longeva. Os filhos devem obedecer aos pais porque a autoridade deles foi conferida pelo próprio Deus. Resistir a autoridade dos pais é insurgir-se contra a própria autoridade de Deus. Os filhos devem obedecer a seus pais em tudo. Eles devem respeitar os pais e ouvir seus conselhos nas diversas áreas da vida. Os filhos devem cuidar dos pais e ser um refrigério para eles. Isso é grato diante do Senhor.
4. OS PAIS NÃO PODEM IRRITAR OS FILHOS NEM DESANIMÁ-LOS – V. 21
            Os pais irritam os filhos quando ensinam com palavras, mas não com exemplo; quando falam uma coisa e fazem outra; quando exigem dos filhos um comportamento exemplar, mas vivem de forma repreensível. Os pais irritam os filhos quando os tratam com rigor, com dureza, com palavras ásperas e apenas cobram, sem jamais encorajar e consolar. Os pais irritam os filhos quando não têm tempo para eles, quando priorizam os amigos e o trabalho em vez da família. O papel dos pais é criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor, servindo-lhes de exemplo. A função dos pais é andar e ensinar os filhos a Palavra de Deus, inculcando neles os preceitos do Senhor. Deixar de ouvir, de encorajar e de acompanhar os filhos, não apenas os irritam, mas também os deixam desanimados. É tempo de investirmos na família, nos relacionamentos, a fim de que nossos lares sejam o lugar mais gostoso de se viver na terra.
 
                                                                         Rev. Hernandes Dias Lopes



 

A GLÓRIA DE DEUS, O SUPREMO PROPÓSITO DA VIDA
 

            O fim principal de Deus é a promoção da sua própria glória e o nosso fim principal é glorificá-lo e gozá-lo para sempre. John Piper afirma que a felicidade de Deus em Deus é a base da nossa felicidade em Deus. Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nele. Deus é inabalavelmente feliz. Sua felicidade é o prazer que tem em si mesmo. Antes da criação, regozijava-se na imagem da sua glória na pessoa do seu Filho. Depois a alegria de Deus “veio a público” na obra da criação e da redenção. Essas obras alegram o coração de Deus porque refletem sua glória.
            Deus e não os nossos interesses deve ser o centro da nossa vida. Vivemos para ele e não para nós mesmos. Vivemos e morremos para ele. Somos dele: criados, sustentados, remidos, abençoados e galardoados por ele. Qualquer outro propósito na vida que não seja a glória de Deus está fora de foco. Comemos e bebemos para a glória de Deus. Trabalhamos e descansamos para a glória de Deus. Compramos e vendemos para a glória de Deus. Casamos ou ficamos solteiros para a glória de Deus. Criamos filhos e os educamos para a glória de Deus. Ele se deleita em nós como o noivo se alegra com a sua noiva. Somos seus filhos e herdeiros; somos a herança de Deus, a menina dos seus olhos, a sua delícia.
            Como podemos glorificar a Deus?


1.      Fazendo as coisas ordinárias da vida como um tributo de glória para Deus (1 Co 10:31) – Todas as coisas têm significado quando as fazemos por meio de Deus e para a glória de Deus. Comer, beber ou fazer qualquer outra coisa torna-se uma liturgia de glorificação a Deus. Não existe mais a dicotomia entre sagrado e profano. Tudo em nossa vida passa ser sagrado e cúltico. Fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras. Somos a obra prima de Deus, a poesia de Deus, a delícia de Deus, em quem ele tem todo o seu prazer. Quando praticamos as boas obras para as quais fomos preparados, o nome de Deus é glorificado.


2.      Oferecendo o nosso corpo como instrumento de glorificação a Deus (1 Co 6:20) – Ao sermos libertos da escravidão do pecado, os membros do nosso corpo deixam de ser instrumentos de iniqüidade, para serem instrumentos de justiça. O nosso corpo em vez de ser um albergue do pecado, torna-se santuário do Espírito, habitação do Deus vivo. O nosso corpo não foi criado para a impureza, mas para a santidade. Fomos criados para a glória de Deus (Is 43:7) e devemos refletir a glória de Deus. É instrutivo o coro de T.M. Jones: “Que a beleza de Cristo se veja em mim/ Toda a sua admirável pureza e amor/ Oh, tu chama divina, todo o meu ser refina/ Até que a beleza de Cristo se veja em mim”.


3.      Vivendo para abençoar outras pessoas a fim de que suas ações de graças redundem em glória ao nome de Deus (2 Co 4:15) – Deus é glorificado em nós quando expressamos a compaixão de Cristo pelas pessoas. Deus ama, socorre, consola e anima as pessoas através de nós. Somos o corpo de Cristo em ação na terra. Quando as pessoas tributam a Deus ações de graça pelo bem que lhes fazemos, isso traz glória ao nome de Deus. Fanny Crosby, cega desde as seis semanas de idade, produzia glória para Deus onde quer que fosse. Mesmo cega ela conhecia a sua Bíblia melhor do que a maioria das pessoas. Ainda jovem já sabia praticamente de cor o Pentateuco, e quase todo o Novo Testamento. Mesmo cega ela aprendeu a valorizar as belezas da criação de Deus e a expressar isso em suas poesias. Decorou os oito mil hinos que escreveu para a glória de Deus. Falou inúmeras vezes para grandes auditórios, tal a bênção que a sua presença transmitia. Aos 94 anos, a 11 de fevereiro de 1915, ela parecia estar bem de saúde, ditou uma carta e escreveu um novo poema, indo depois para a cama. Antes de amanhecer tinha ido para o céu. Qual o cristão que não deu glória a Deus ao cantar as canções escritas por Fanny Crosby? Quantos milhares de pessoas não entregaram suas vidas a Cristo ao ouvirem os hinos: “Manso e suave, Jesus está chamando”, “Mais perto quero estar meu Deus de Ti”. Milhares de vidas ficaram mais ricas porque a cega Fanny Crosby deu glória a Deus.
                                                                             Rev. Hernandes Dias Lopes

 

A HISTÓRIA CAMINHA PARA UM FIM GLORIOSO

 
            O pessimismo é uma marca registrada dos nossos dias. Analistas políticos, cientistas sociais e economistas preanunciam horizontes pardacentos, borrascas medonhas e um fim catastrófico para a história da humanidade. Os tempos áureos do ufanismo humano naufragaram diante da realidade inegável das tragédias que desabaram sobre a humanidade no século vinte. As guerras sangrentas ainda sacodem as nações. Os atos terroristas deixam as suportências vulneráveis. O narcotráfico fortalece mais e mais os seus tentáculos e desafia a justiça. O desbarrancamento da virtude e o soçobramento dos castiços princípios morais afogam a civilização no pântano pestilento do relativismo. As doenças endêmicas alastram-se descontroladamente. A injusta distribuição de renda cava abismos cada vez mais profundos, separando cada vez mais os ricos dos pobres. A busca pelo prazer imediato, o acendrado espírito humanista e o misticismo religioso pavimentam o caminho para uma galopante apostasia. Vivemos tempos perigosos, quando os homens entregam-se às suas paixões infames, praticam uma religião apenas de faxada e mergulham-se na mais execranda imoralidade.
            Mas será que a história caminha sem rumo, como um trem descarrilado ladeira abaixo, sem controle e sem direção? Será que o mal prevalecerá sobre o bem? Será que o pecado e a morte terão a última palavra? Será que a injustiça assentar-se-á no trono e pisará com escárnio a verdade? Será que o diabo e seu séquito drapejarão o pendão da vitória  quando a história fechar as suas cortinas? A resposta da história e das Escrituras a essas perguntas é um rotundo e sonoro não. Deus está no trono. Ele reina. As crises e as contorçoes da história não abalam o trono do Deus todo-poderoso. A história não é cíclica como pensavam os gregos. A história não está sem direção. Deus governa a história. Ele a conduzirá a um fim glorioso. No fim da linha não está o triunfo do mal, mas a apoteótica e retumbante vitória de Deus e da sua igreja. Jesus Cristo, o Filho de Deus, vai voltar. Sua segunda vinda será pessoal, visível, poderosa, gloriosa e vitoriosa. Jesus virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele virá como juiz dos vivos e dos mortos. Ele se assentará no trono da sua glória e julgará as nações. Aqueles que acobertaram seus crimes nefandos, e mesmo assim, foram aplaudidos como benéritos da humanidade, finalmente serão julgados com justiça. Aqueles que subornaram os tribunais, compraram os juízes, escamotearam a verdade e escarneceram da justiça não escaparão do justo juízo de Deus. Aqueles que engordaram seus corações com os prazeres do pecado e zombaram da graça de Deus, beberão o cálice amargo da ira divina. Aqueles que se embebedaram e se entoxicaram com toda sorte de imoralidade, entregando seus corpos à toda sorte de impurezas e vícios degradantes, receberão a justa condenação de seus atos tresloucados.
Naquele grande e terrível dia do juízo, o diabo, o sedutor deste mundo, será lançado no lago do fogo. O anticristo e o falso profeta também sofrerão penalidade de eterna destruição. Todos aqueles que rejeitaram a gratuita oferta da salvação em Cristo, cujos nomes não estão escritos no livro da vida, serão banidos para sempre de diante da face do Deus todo-poderoso. A morte, o último inimigo a ser vencido, também será lançada no lago do fogo. O Senhor Jesus calcará debaixo dos seus pés todos os seus inimigos. Todo joelho se dobrará diante de Jesus no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confessará que ele é Senhor. Então, haverá novos céus e nova terra. Os remidos, transformados e glorificados, reinarão com Cristo para sempre e sempre. A morte já não mais existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor. Assim, por toda a eternidade os salvos desfrutarão da indizível e gloriosa bem-aventurança na Casa do Pai, na nova Jerusalém, no Paraíso de Deus. Assim Deus disse, assim será. Alegremo-nos, portanto, porque Deus está conduzindo a história para um fim glorioso!
 
                                                 Rev. Hernandes Dias Lopes
 


 

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